Referência em Direito Penal Empresarial, ele concilia audiências e provas de longa distância para manter equilíbrio físico e mental

Entre audiências, prazos e atendimentos que surgem a qualquer hora do dia, é fato que a advocacia impõe uma rotina intensa. Para o advogado Bruno Corrêa Ribeiro, referência em Direito Penal Empresarial e sócio-fundador do Corrêa, Ribeiro & Braga Advogados, o caminho para manter o equilíbrio se encontra no triatlo, esporte que se tornou uma terapia e um aliado para a saúde mental do profissional.

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Desde a infância, Bruno cultivou uma relação próxima com o esporte. Foi capoeirista competitivo, chegando a ser campeão paulista e vice-campeão brasileiro. Mais tarde, na vida universitária, adotou a musculação, a corrida e a natação como formas de manter o corpo ativo em meio à correria da faculdade de Direito.

Mas foi ao conhecer triatletas em treinos de corrida, em 2010, que descobriu sua verdadeira paixão esportiva: o triatlo. “Comecei pelas provas curtas, como as de distância short e olímpica. Depois me desafiei em provas mais longas, como o Ironman 70.3 e o Ironman full. Foi nesse contexto que percebi que o esporte não era apenas uma prática física, mas uma terapia diária”, conta.

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Bruno não nega que, em muitos momentos, o advogado também é alvo de julgamentos equivocados da sociedade, o que amplia ainda mais a carga emocional da profissão.

“Os esportes de endurance exigem não só treinamento físico, mas principalmente mental. Quando o corpo chega ao limite, é a mente que precisa assumir o controle. E no Direito Penal é a mesma coisa. Precisamos estar preparados para decisões rápidas, para lidar com pressões externas e, sobretudo, manter a clareza diante de cenários adversos”, explica.

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A rotina de treinos não é leve. Para provas longas, como o Ironman, Bruno chega a treinar de 15 a 20 horas por semana. Esse processo, segundo ele, não é apenas físico, mas um exercício constante de foco e superação.

“Transformar a dificuldade dos treinos em prazer é o mesmo que transformar as adversidades da vida profissional em aprendizado e fortalecimento”.

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A visão de Bruno não é isolada. Diversos executivos de alto escalão já adotaram os esportes de longa distância como ferramenta para treinar a mente. Para ele, isso não é coincidência.

“Hoje, grandes CEOs e empresários buscam no triatlo e em outros esportes de resistência uma forma de lidar melhor com a pressão da profissão. Afinal, assim como no mundo corporativo ou jurídico, nessas provas é preciso paciência, disciplina e resiliência. É uma batalha contra si mesmo, e essa preparação mental faz toda a diferença no ambiente profissional”, afirma.

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O advogado mantém o hábito de treinar nas primeiras horas do dia. Ele vê nesses momentos um espaço de silêncio e conexão consigo mesmo.

“Durante os treinos, consigo conversar com a minha mente sem interferências externas. É onde exercito o foco, a concentração e o equilíbrio. O esporte me dá clareza para enfrentar a advocacia penal, que é um campo desafiador e, muitas vezes, emocionalmente pesado”, completa.