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É mais um reality, nada mais. Muitos pensaram isso, eu também, principalmente vindo após o término do Amazônia da Record. Lá vão as pessoas da cidade para encarar os mosquitos e as comidas estranhas. Mas a Band foi além, pelo menos neste primeiro episódio de “Perdidos na Tribo”.

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Nossos trejeitos, nossas manias, tudo forjado pela TV, jornais, rádios, tudo isso está ali, em cada pessoa das 3 famílias entregues à África. Mas e como agem, pensam, compartilham quem nunca viu TV, sequer conhece as letras, jamais jantou em um restaurante fino? Aí é que mora a principal razão para assistirmos o programa. Sendo um reality, mostrará a outra realidade, crua, verdadeira, diferente, impactante. Como pensam os nativos? Como encaram nosso sorriso, nosso abraço, nosso não?

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Tem cenas bizarras, impossível não serem estranhas a forma de dormir, alimentar, acasalar, afinal são pessoas com horizontes tão restritos, também tem a descoberta do formato básico do ser-humano. Poderemos presenciar as manifestações instintivas, todas desprovidas das marcas do nosso centro urbano. Ver BBB é uma coisa, assistir “Tribos” é completamente diferente. Os BBBs são gente do nosso meio, os nativos, pelo contrário, são de outro mundo, e somado à isso, foram expostos à nossa forma de ver o mundo.

Foi chocante para os participantes quando as mulheres enfrentaram a primeira escolha diferente: aceitar um marido. Lá estavam os pretendentes, lá estava a cultura diferente. Nesta sexta vimos o primeiro capítulo, mas a impressão foi mais interessante do que ver os monótonos e bombados BBBs.

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