Truque com papel alumínio na chave pode ajudar motoristas a proteger o carro e reduzir os riscos de furtos de veículos
Motoristas com carros equipados com entrada e partida sem chave passaram a adotar um recurso simples contra furtos eletrônicos: envolver a chave em papel alumínio.
A prática pode reduzir a comunicação por radiofrequência e dificultar ataques conhecidos como relay attack, nos quais criminosos retransmitem o sinal da chave para enganar o veículo.
O método, porém, não representa uma proteção universal contra furtos. Ele está relacionado principalmente aos sistemas keyless, que permitem destravar portas e acionar o motor sem retirar a chave do bolso.
Órgãos policiais recomendam ainda manter o dispositivo longe de portas e janelas, usar bolsas bloqueadoras de sinal e confirmar manualmente o travamento do automóvel.
Como funciona o ataque
No relay attack, criminosos utilizam equipamentos capazes de ampliar a comunicação entre a chave e o veículo. Um dispositivo fica próximo do automóvel, enquanto outro permanece perto da chave, que pode estar dentro da residência.

Assim, o sistema recebe uma resposta que aparenta vir de uma chave localizada nas proximidades. Dependendo do modelo e da tecnologia empregada, essa comunicação pode permitir destravar as portas e iniciar o motor sem contato físico com o dispositivo.
Leia também
Casos recentes mostram que a técnica continua sendo utilizada. Em junho de 2026, o Crown Prosecution Service informou a condenação de dois homens envolvidos no furto de 25 veículos de alto valor no Reino Unido.
Segundo o órgão britânico, os criminosos utilizaram um relay attack para acessar os automóveis sem uma chave física. A investigação apontou veículos BMW e Mercedes entre os modelos levados entre outubro e dezembro de 2025.
Por que o papel alumínio interfere
O papel alumínio pode funcionar como uma barreira contra ondas eletromagnéticas porque o alumínio é um material condutor. Quando envolve completamente a chave, ele pode reduzir ou bloquear o sinal emitido pelo dispositivo.
O princípio está relacionado à chamada gaiola de Faraday, conceito associado aos experimentos realizados por Michael Faraday em 1836. Estruturas condutoras podem proteger seu interior contra determinados campos eletromagnéticos.
Por isso, estojos específicos para chaves automotivas utilizam materiais capazes de bloquear radiofrequências. O papel alumínio funciona como uma alternativa improvisada, mas exige que a chave fique adequadamente envolvida para reduzir possíveis caminhos de passagem do sinal.

Proteção exige outros cuidados
A polícia da Irlanda do Norte recomenda guardar a chave principal e a reserva longe do veículo, além de portas e janelas. Também orienta utilizar bolsas próprias para bloqueio de sinal e desligar recursos sem fio quando possível.
Outra recomendação é conferir se o carro realmente foi travado. Sistemas eletrônicos podem sofrer interferências, impedindo o fechamento das portas sem que o motorista perceba imediatamente.
Portanto, o papel alumínio pode ajudar a reduzir a exposição da chave a ataques de retransmissão, especialmente em veículos keyless. Ainda assim, a medida deve ser encarada como uma camada adicional de segurança, junto a outras precauções.
O recurso ganhou atenção por combinar baixo custo e uma explicação física conhecida. Entretanto, a proteção depende do veículo, da chave e da forma como o material bloqueia o sinal. Para quem utiliza tecnologia keyless, manter a chave protegida e adotar outras medidas reduz as oportunidades para esse tipo de furto.
Tópicos nesse artigo:
Autor(a):
Wellington Silva
Wellington Silva é redator com experiência em produção de conteúdo digital voltado para celebridades, reality shows e entretenimento. Atua na cobertura de famosos, televisão, música e futebol, sempre com foco em organizar informações, analisar diferentes fontes e entregar conteúdos claros e atualizados para um grande volume de leitores. Atualmente, integra o time do site TV Foco, onde também participa da distribuição estratégica das matérias em plataformas digitais. Com formação técnica em Redes de Computadores pela EEEP Marta Maria Giffoni de Sousa e atualmente cursando Ciência da Computação na FIAP, Wellington combina conhecimento em tecnologia com prática em análise e organização de dados. Desenvolve habilidades em lógica de programação, Python e estruturação de informações, aplicando esse olhar analítico no tratamento de conteúdos e identificação de padrões no ambiente digital. Seu trabalho se destaca pela atenção aos detalhes, agilidade e capacidade de lidar com múltiplas demandas, sempre buscando qualidade na informação e boa experiência para o público. Contato: @ueellitu



