A oncopediatra Mariana Dórea aponta que genética pode ter relação em alguns casos

Os tumores cerebrais são o segundo tipo de câncer mais frequente na infância, ficando atrás apenas das leucemias, conforme informações do Ministério da Saúde. Entre os mais comuns estão o meduloblastoma, o astrocitoma pilocítico e o ependimoma. Apesar de todos afetarem o cérebro, cada um desses tumores tem características próprias, o que exige abordagens diferentes de tratamento.

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Segundo a oncopediatra Mariana Dórea (CRM-BA 23.959 e RQE 26.148), o astrocitoma pilocítico — um tipo de glioma de baixo grau — costuma apresentar maior chance de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. Embora 90% dos casos surjam de forma esporádica, a médica comenta que cerca de 10% dos tumores cerebrais infantis podem estar ligados a síndromes genéticas. Um exemplo é a neurofibromatose tipo 1, condição hereditária que pode aumentar o risco de tumores no sistema nervoso.

Atenção aos sintomas

Os pais do menino inglês Aubrey Rothery perceberam um certo desequilíbrio no jeito de andar do filho. Com o passar do tempo vieram as quedas, e o casal resolveu levá-lo ao hospital. No ano passado, o garoto, então com 7 anos, após uma série de exames, foi diagnosticado com glioma pontino intrínseco difuso (DIPG), um tipo de tumor cerebral raro e comum em crianças desta faixa etária.

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De acordo com a especialista, identificar os sinais precoces é essencial para um diagnóstico ágil. Ela reforça que os pais devem estar atentos a sintomas como dores de cabeça persistentes — especialmente aquelas que acordam a criança de madrugada ou surgem logo ao despertar —, vômitos frequentes, dificuldades na coordenação motora (ataxia), estrabismo, problemas para enxergar ou engolir. Esses sinais devem ser avaliados com urgência.

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Diagnóstico e tratamento

Diante da suspeita de tumor cerebral, a oncopediatra orienta que o primeiro passo é a avaliação médica, com histórico clínico e exame físico. Em seguida, exames de imagem são fundamentais. “Se houver sinais de pressão dentro do crânio, a tomografia computadorizada pode ajudar. Porém, o exame mais preciso para visualizar o tumor é a ressonância magnética”, explica.

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Chances de cura e qualidade de vida

Apesar do impacto do diagnóstico, há esperança. A médica afirma que, dependendo do tipo de tumor, as chances de cura são boas. “Com tratamento adequado e acompanhamento multidisciplinar, muitas crianças conseguem levar uma vida saudável e ativa após a recuperação”, finaliza.

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