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Ainda bem que existe a internet, senão estaríamos perdidos diante desta programação dominical. Com tanta qualidade visual, grandes e coloridos estúdios, câmeras na posição e hora certas, tudo correto para um bom programa, isso sem falar nas centenas de milhares de reais para produzir cada espetáculo ( podem colocar as aspas se quiserem), e o que vemos é a constipação mental dos apresentadores.

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Uma “se acha”,  linda, pernas fantásticas, olhar tentador, coitada, vai levando o programa como quem recebe convidados em casa após ter tomado calmante para dormir.  Outra, idem para pernas e olhares, santifica-se diante da tv e vai levando ao ar experimentos curiosos porém de longas explicações. Chato para ser mais exato. Daí para a parte masculina todos sabemos bem como é, tá-lento ( não unam as palavras, por favor). Pergunto, por que o Faustão ainda está na grade da maior rede do Brasil? E Portioli, com vozeirão, parece um garoto envergonhado metido em um chá da Tupperware da mãe.

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Nós não merecemos isso. Somos gente ávida de mais vida na tv, de mais inteligência, de jornalismo mais ativo, forte, de apresentadores mais Sílvio Santos, de âncoras menos Padrão, de novelas mais “O Astro”, primeira versão, primeira. Temos tudo para isso. Nossos artistas estão lá, os roteiristas podem ir além, as investigações podem se cabrinizar ainda mais, deve haver outro Sílvio circulando pelo mercado, outro J. Silvestre, Flávio Cavalcanti. Deve, não, tem que haver, senão seremos forçados a sair do mico para o micro.

 Contato: [email protected]

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