Uber aumenta preços quando bateria do celular está no fim? Descobrimos a resposta
Veja a verdade sobre Uber aumenta preços quando a bateria do celular fica no fim; Investigação revela a resposta que muita gente esperava
Uber e motoristas - Foto: Reprodução/ Montagem
Veja a verdade sobre Uber aumenta preços quando a bateria do celular fica no fim; Investigação revela a resposta que muita gente esperava
A ideia de que a Uber eleva seus preços quando a bateria do seu celular está quase acabando soa como uma lenda urbana moderna. Contudo, muitas pessoas se perguntam se há um fundo de verdade por trás dela.
Em redes sociais, circulam vídeos onde usuários alegam que um pedido de corrida com menos de 10% de carga no celular resulta em tarifas mais altas do que quando a bateria está cheia. Esse boato pegou tanta força que o UOL decidiu testar a hipótese por conta própria.
No teste do UOL, dois aparelhos fizeram simulações de corrida ao mesmo tempo: um estava com carga abaixo de 10%, o outro sempre com mais de 70%. Além disso, eles usaram rotas idênticas em horários iguais, clicando para pedir corrida ao mesmo tempo. O resultado surpreendeu: não houve variação de preço entre os dois celulares.
Contudo, isso significa que pelo menos nesse experimento, a bateria fraca não causou aumento de tarifa. No entanto, muitas pessoas não engolem essa explicação. A Uber já deixou claro que o nível de bateria não influencia no valor da corrida.
O que a Uber fala sobre o assunto?
Segundo a empresa, as diferenças observadas por alguns usuários vêm do sistema normal de precificação dinâmica, o chamado “surge”, que ajusta valores conforme a oferta de motoristas e a demanda por corridas.
Porém, do lado dos usuários, há relatos antigos (e bem persistentes) dizendo que o app acessa o estado da bateria no celular. Em fóruns como o Reddit, pessoas afirmam que “sim, eles pegam sua porcentagem de bateria”.
Além disso, há quem teorize que a Uber poderia usar esse dado para ativar preços mais altos para quem está mais “nervoso” para pedir uma corrida.
Porém, em defesa da Uber, o UOL conversou com Eduardo Lima, da Associação dos Motoristas de Aplicativo de São Paulo (Amasp). Ele disse que não tinha ouvido relatos concretos de motoristas sobre esse tipo de prática. Além disso, segundo advogados consultados pela reportagem, se a empresa de fato cobrasse mais por conta da bateria fraca, isso poderia configurar uma desvantagem desleal para o consumidor.
Por fim, o que temos é uma controvérsia viva. Há usuários, mídia e discussões públicas defendendo que a lógica existe. Há testes bem conduzidos (como o do UOL) que dizem o contrário. No estado atual, não há prova pública incontestável de que a Uber aumenta o preço só devido à bateria fraca.
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