Corridas que custavam 35 agora chegam a 95 reais em SP e usuários de Uber e 99 adotam saídas urgentes para não sofrer com o aumento
Os paulistanos enfrentaram tarifas muito acima do normal desde o início de dezembro e isso surpreendeu até quem usa aplicativos todos os dias. Corridas que custavam R$ 35 passaram a exigir algo perto de R$ 95 em horários comuns e isso chamou atenção por ocorrer de forma repentina.
Além disso, a dinâmica entrou em ação em praticamente todos os períodos do dia e elevou o valor final sem aviso claro. Esse salto criou um clima de desconfiança e gerou discussões intensas sobre o funcionamento real dos preços.

Contudo, s dois principais aplicativos admitiram que a demanda alta pressionou o sistema. A Uber afirmou que o preço dinâmico ajusta valores quando há poucos motoristas disponíveis e muitos pedidos.
Contudo, a 99 adotou discurso parecido e associou a alta ao trânsito e ao movimento intenso de dezembro. Entretanto, muitos usuários não aceitaram a explicação com facilidade porque observaram aumentos frequentes em trajetos curtos.
Além disso, alguns passageiros relataram cobranças que dobraram ou até triplicaram em minutos. Um usuário disse que pagou quase R$ 50 por uma corrida que antes custava R$ 20 e chamou o valor de “surreal”.
O que os paulistas estão fazendo?
O público reagiu rápido e começou a abandonar os apps em horários críticos. Muitos passaram a ver o transporte público como alternativa prática e financeiramente necessária. Essa mudança apareceu primeiro entre trabalhadores que fazem trajetos repetidos e não podem absorver gastos maiores no fim do mês.
Além disso, o deslocamento urbano ficou mais previsível quando feito por ônibus ou metrô porque o valor não sofre reajustes repentinos.
A fuga dos aplicativos aumentou durante as madrugadas porque os preços atingiram picos ainda maiores nesses períodos. Passageiros relataram viagens cotadas acima de R$ 100 em trajetos comuns de volta para casa.
Esse cenário fez muitos preferirem esperar o primeiro ônibus ou deslocar até uma estação de metrô mesmo com ruas vazias. A economia virou prioridade e a imprevisibilidade afastou quem buscava praticidade.
Por fim, esse episódio mostrou que o transporte coletivo continua essencial para manter o equilíbrio de custos e garantir deslocamentos possíveis para a maioria. A reação dos paulistanos deixou claro que o abandono dos apps aconteceu por motivo concreto e não por tendência passageira. O bolso pesou e a cidade voltou a depender mais de ônibus e metrô enquanto cresce a pressão por soluções mais justas.
