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O UFC está light, com regras, nossos lutadores são profissionais. Eis frases proferidas em toda a mídia em tempos de UFC Rio. Descartemos a máscara e vejamos os fatos. A pancadaria é grande, o sangue escorre, os pontapés e socos evoluem, percebemos preocupação nos combatentes, sabemos estarem lutando pelo tudo ou nada. Isso na tela, em casa vejo pessoas passando impressionadas com a violência, gente de várias faixas etárias interessadas mas expondo seu horror através do olhar e da tensão.

Desculpe, amantes do UFC como eu, a pancadaria está sistematizada mas choca. Está ali, na nossa telona, acima do supercílio há inchaço, ao abraçar o perdedor vemos sangue nos ombros do campeão, basta acertar em cheio a cabeça e a tontura desnorteia o lutador permitindo o oponente desferir livremente golpes extremamente fortes no semi-consciente  “amigo”. UFC nunca será visto como esporte igual ao futebol, como proferem seus lutadores, neste último também há UFC, na torcida, mas no campo são raros os casos iguais aos provocados no octógono.

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Gosto do esporte mas ele bebe na mesma fonte dos combates mortais entre gladiadores durante o império romano, touradas assassinas na Espanha ou a rinha de galos em nosso país. Não é esporte para assistirmos  com toda a família, não pode ser liberado em qualquer horário e, mesmo com juízes precavidos, é de uma estrutura animalesca.

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Texto: Cleomar Santos

Contato: [email protected]

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