R$3 bilhões na mesa: Unimed fecha maior contrato da história com gigante para aniquilar a NotreDame no Brasil

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

03/04/2024 às 12:31 · Tempo de leitura: 8 minutos

Unimed fecha acordo com gigante do setor da saúde para desbancar a concorrência como a NotreDame Intermédica (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Logo.Net/Uniblue)

Unimed fecha contrato com uma gigante do setor hospitalar para conseguir aniquilar concorrentes como a NotreDame no Brasil

Já dissemos em matérias anteriores que o setor da saúde vêm sofrendo com algumas quedas do último ano de 2023 para cá*

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Em meio a esse cenário, cujo qual ainda passa por situação delicada, muitos planos de saúde buscam inovações e melhorias a fim de manter os clientes assistidos e até mesmo competir com os demais nomes do setor.

A exemplo disso temos a Unimed, que para desbancar rivais como a NotreDame Intermédica, no Brasil, fechou contrato com uma gigante do setor , ainda em outubro de 2023.

Antes de mais nada vale dizer que a NotreDame têm ganhado espaço nos último anos e é considerada como uma das melhores opções em questão de preço e infraestrutura*

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Dois em um

De acordo com o portal Pipeline, do Valor Econômico, com essa nova empreitada, a Unimed além de dar um fôlego a uma nova empresa de locação de equipamentos hospitalares, ainda conseguiu reduzir seus custos.

Trata-se da sociedade firmada com a Blue Health, companhia especializada no segmento e que tem acionistas como as gestoras Kinea, do Itaú, a EB Capital, de Pedro Parente e Duda Melzer, e Lazuli Partners.

A criação do modelo de negócio que se enquadra como uma joint venture se resume em comprar os equipamentos de fornecedores que a Blue Health já conhece e alugá-los para os 157 hospitais da Unimed espalhados pelo país.

Com isso a Unimed acaba resolvendo dois problemas em um, uma vez que consegue comprar equipamentos a preços mais vantajosos, cobrar menos na locação do que um terceiro e ainda gastar menos tempo e dinheiro com manutenções.

A estimativa apontada ainda em outubro de 2023 é que a operadora gerasse uma economia em torno de 30% nos custos em comparação à locação direta dos hospitais com outras empresas.

Conheça a UniBlue

Internamente chamada de UniBlue, a holding de participações propôs que a Unimed ficasse com 51% enquanto a Blue Health, 49%.

A proporção também se refletia em quem estaria à frente do negócio …

Enquanto o CFO seria indicado pela Unimed, o CEO por sua vez, ficou na responsabilidade da Blue Health, desde que os nomes fossem devidamente aprovados pela outra parte.

Na projeção foi apontado um investimento inicial de R$ 3 bilhões, em cinco anos, para suprir necessidades da rede da Unimed, o maior volume proveniente da cooperativa de médicos.

Para se fortalecer como a concorrência

Em entrevista concedida de forma exclusiva ao Pipeline, no dia 04 de outubro de 2023, o CEO da Unimed Participações, Adelson Severino, disse que a estratégia é um “mecanismo de autodefesa”.

Uma vez que foi apontado a necessidade de ter um posicionamento agressivo perante às concorrentes do mercado de planos de saúde que estão crescendo por meio de fusões.

Nos últimos anos, Hapvida e Intermédica fizeram fusão e a Rede D’Or comprou a SulAmérica.

Outras companhias em bolsa também têm feito aquisições regionais.

Já para a Blue Health, o negócio significa acelerar a curva de adoção no mercado de um serviço que ainda tem baixa penetração.

Há uma estimativa que menos de 5% dos equipamentos médicos são alugados no Brasil. E um sinal desse potencial é que a Unimed chega a ter hospital com R$ 60 milhões investidos em equipamentos.

Com cerca de 20 anos de operação, a Blue Health já atendia a Unimed antes dessa sociedade e seguirá fornecendo para outros players do mercado.

A companhia tinha estimativa de terminar o ano de 2023 com cerca de 500 equipamentos médicos instalados e foi capitalizada para isso ainda em 2022, com uma rodada de quase R$ 500 milhões.

Nomeação do CEO da Uniblue

De acordo com o portal da própria UniBlue, o cargo de CEO foi ocupado pelo Guilherme Xavier. Além de empreendedor, consultor e professor ele é fundador e liderou por 15 anos a Equipacare.

Uma empresa de engenharia para clínicas e hospitais cuja qual atendeu projetos e operações em quase 200 instituições em todo Brasil, incluindo mais de 70 Unimeds.

Iniciou sua carreira no Hosp. Sírio Libanês, depois liderou manutenção de hospitais e trabalhou no Minist. da Saúde no Núcleo do RJ.

É graduado em Eng. Elétrica e Eng. Clínica pela Univ. Federal de Itajubá. Cursou MBA pela FGV e MBA em Saúde na Estácio.

Em que situação está a UniBlue em 2024?

De acordo com a própria Unimed, no inicio de 2024, a UniBlue começou a dar seus primeiros passos no suporte à renovação e à modernização dos equipamentos médicos dos hospitais Unimed.

Em meio a um comunicado exposto, a seguradora informou:

“Os tempos permanecem difíceis e exigem muito de nós, artífices do maior sistema de cooperativismo médico do mundo, mas a força está em nossa variedade de negócios, além de um ecossistema de saúde, com proteção financeira, gestão de recursos, odonto entre outras possibilidades.

E, claro, em nossa união e em nossa confiança no presente e no futuro”

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