Milhões em jogo: herança dos pais de Suzane Richthofen teve destino revelado e fortuna segue cercada de impasses após disputa
A herança dos pais de Suzane Richthofen voltou ao centro das atenções depois de novos detalhes sobre o destino da fortuna milionária deixada por Manfred e Marísia von Richthofen. O patrimônio, que foi estimado em cerca de R$ 10 milhões na época, ficou com Andreas von Richthofen, único herdeiro do casal após a condenação de Suzane pelo assassinato dos pais. De acordo com o UOL, o acervo inclui carros, terrenos, seis imóveis e até a mansão onde o crime aconteceu.
Fortuna milionária ficou concentrada nas mãos de Andreas

Em 2006, quatro anos depois do crime, Andreas passou a ser reconhecido como o único beneficiário dos bens deixados pelos pais. Na época dos assassinatos, ele tinha apenas 15 anos.
Desde então, a fortuna permaneceu formalmente sob responsabilidade dele. Conforme o UOL, o patrimônio reunia imóveis importantes em São Paulo e outros bens de alto valor, o que transformou o caso em um dos mais comentados quando o assunto é sucessão patrimonial ligada ao caso Richthofen.
Dívidas colocam parte dos imóveis em situação delicada
Nos últimos anos, a situação patrimonial de Andreas se complicou. Segundo informações publicadas pelo UOL com base em dados citados por O Globo, ele responde a 24 ações na Justiça de São Paulo por atrasos em pagamentos de IPTU e taxas de condomínio.
O valor total das pendências chega a aproximadamente R$ 500 mil. Além disso, dois imóveis já teriam sido invadidos, enquanto outros estariam perto de sofrer medidas mais duras por parte do poder público por causa da inadimplência.
Casas da família sofreram invasões e até usucapião
Parte dos bens herdados já não está mais sob controle direto da família. De acordo com o UOL, duas casas localizadas no Campo Belo, em São Paulo, passaram para outras pessoas por meio de usucapião.
Nesse tipo de situação, o imóvel pode ser transferido quando há posse prolongada, contínua e sem contestação do antigo dono. Como Andreas não teria reclamado essas propriedades ao longo do tempo, os ocupantes conseguiram o título.
Além disso, outra casa da família também foi ocupada de forma irregular após anos sem manutenção.
Débitos de IPTU ampliam risco de leilão dos imóveis
As cobranças envolvendo tributos municipais também aumentaram a pressão sobre os bens herdados. Conforme o UOL, só em dois imóveis as dívidas de IPTU passam de R$ 68 mil.
Um dos casos envolve a penúltima casa em que a família viveu antes do crime. A cobrança da Prefeitura de São Paulo, segundo a publicação, soma R$ 48.524,07 em débitos referentes aos anos de 2021 e 2022.
Outro imóvel em situação delicada é o sobrado no Brooklin Paulista, onde funcionava a clínica de psiquiatria de Marísia. O débito dessa propriedade chegou a R$ 20.170,17 até julho de 2023.
Andreas teria recusado ofertas para vender os bens
Mesmo diante do cenário de abandono e das pendências financeiras, Andreas não teria aceitado vender os imóveis. Corretores procuraram o herdeiro para tratar de possíveis negociações, mas, segundo o UOL, todas as ofertas foram recusadas.
Um vizinho de uma das casas afirmou ter ajudado a evitar invasões e até colaborado com pequenas manutenções no local. Ainda assim, ele não teria conseguido contato com Andreas para discutir a compra da propriedade.
Medo de beneficiar Suzane influenciaria decisões sobre o patrimônio
Amigos de Andreas relataram que ele deseja preservar os bens para manter viva a memória dos pais. No entanto, também existiria um temor importante por trás dessa escolha.
Segundo o UOL, Andreas não é casado e não tem filhos. Com isso, Suzane seria hoje sua herdeira direta. Esse fator, de acordo com pessoas próximas, ajudaria a explicar a resistência em se desfazer do patrimônio.
Vida reclusa dificulta notificações e agrava o problema
O isolamento adotado por Andreas também pesa nesse processo. Conforme o UOL, ele vive de forma reclusa e não é visto publicamente desde o começo de 2023, período em que Suzane passou a ter liberdade completa.
Durante a pandemia, ele teria se refugiado em um sítio em São Roque, também herdado da família. Depois, teria comprado outro imóvel rural na mesma região. Ainda segundo a publicação, ele vive sem telefone celular e sem internet, o que dificulta qualquer tentativa de contato.
Justiça pode avançar sobre imóveis da família
A dificuldade para localizá-lo já produz efeitos práticos. Oficiais da Justiça não conseguem notificá-lo com facilidade, o que aumenta o risco de medidas mais severas.
De acordo com o UOL, procuradores do município de São Paulo afirmaram nos processos que estudam ações para levar imóveis da família a leilão, caso os débitos não sejam quitados.
A defesa de Andreas, feita pela advogada Maria Aparecida Evangelista, informou à publicação que ele e a família mantêm a decisão de não comentar questões pessoais.
Para onde foi a fortuna dos pais de Suzane Richthofen?
A fortuna ficou oficialmente com Andreas von Richthofen, que se tornou o único herdeiro do casal após a exclusão de Suzane da sucessão. No entanto, parte desse patrimônio hoje está envolvida em dívidas, riscos de leilão, invasões e até perda de imóveis por usucapião. Ou seja, embora os bens tenham permanecido com Andreas, o destino da herança milionária passou a ser marcado por impasses judiciais e patrimoniais.
