A modelo e empresária Vanessa Alcântara, acusada de agredir uma escrivã de polícia em Valinhos, no interior de São Paulo, teve seu habeas corpus concedido na última sexta-feira (5). Ela deixou a Penitenciária de Mogi Guaçu na última segunda-feira (8) acompanhada do seu advogado e do assessor de imprensa.
“Foi como respirar novamente, sinto falta das coisas comuns como encontrar com meus amigos e familiares, hoje mesmo irei rever meu pai. Não quero mais pensar nos momentos ruins que passei, tudo agora parece ter sido um pesadelo. A sensação é de renascimento”, contou emocionada.
Vanessa também relembrou o momento em que foi presa. “Eu fui em uma delegacia para fazer o BO (Boletim de Ocorrência) de praxe porque bateram na minha moto, aí o delegado me orientou a ir na Delegacia da Mulher. Chegando lá me prenderam em questão de segundos, foi muito arbitrário. Fui presa dentro de uma delegacia, os cinco envolvidos no BO são policiais e não tive defesa, não tive chance de chamar. Na hora saquei que tinha armado para mim. Acredito que ali dentro da delegacia, não sei se o Luis, mas alguma coisa tinha. Perdi o chão, não sabia como me defender porque policial é quem você chama para te defender. Tomaram meu celular e não pude nem chamar advogado. Isso não é normal”, diz ela. “Com tudo o que acontece no Brasil e eu presa? Falaram que eu surtei na delegacia e que saí rasgando tudo, mas isso não aconteceu. Eu posso ter uma personalidade forte, de decisão, mas não sou agressiva, do mal.”
Vanessa se diz uma nova pessoa depois da experiência. “Eu saí de lá diferente, a transformação interior é enorme. Quero paz, sei que sou inocente. A paz que eu tenho agora é outra. Sentar num parque, olhar a natureza, estar com a minha família, meu pai, que mesmo doente foi me ver e passou pelo constrangimento da revista íntima. Como que você não sairia outra pessoa tendo gente que me apoiou por perto? Ainda choro muito. Minha prioridade agora é outra, está muito cedo para falar quais são, mas eu sou uma outra pessoa. Quando eu saí da prisão e subi a rampa, foi a maior alegria, queria comer pizza, macarrão e beber uma Coca Cola. É muito bom estar livre.”

