Vasco: Pedrinho não desiste e luta para fechar acordo com Flamengo e Fluminense

Pedrinho mantém esperança e intensifica as negociações para fechar acordo com Flamengo e Fluminense e fortalecer os planos do Vasco

Pedrinho do Vasco - Foto - Montagem TV Foco/ Reprodução Youtube - Vasco TV

Pedrinho mantém esperança e intensifica as negociações para fechar acordo com Flamengo e Fluminense e fortalecer os planos do Vasco

O presidente do Vasco, Pedrinho, afirmou que não pretende abandonar a disputa pelo direito de utilizar o Maracanã. O dirigente também anunciou que pretende contestar a concessão do estádio ao consórcio formado por Flamengo e Fluminense.

A declaração ocorre enquanto o clube tenta garantir o Maracanã para enfrentar o Boca Juniors, em 20 de outubro, pela semifinal da Copa Sul-Americana. A definição do estádio ganhou urgência porque a Conmebol estabeleceu o sábado, 10 de outubro, como prazo para o Vasco informar o local da partida.

Pedrinho questiona concessão do Maracanã

Pedrinho afirmou que pretende ampliar a atuação do Vasco contra o consórcio que administra o complexo esportivo. Em 2024, Flamengo e Fluminense venceram a licitação para administrar Maracanã e Maracanãzinho durante 20 anos.

Pedrinho, presidente do Vasco (Foto: Leandro Amorim/Vasco)

O contrato prevê uma outorga anual superior a R$ 20 milhões ao governo estadual. Além disso, o consórcio assumiu compromissos relacionados à operação, manutenção e realização de investimentos no complexo.

Nesse cenário, Pedrinho afirmou que pretende revisar a situação da concessão. O presidente também declarou que o Vasco precisa recuperar representatividade institucional para defender seus interesses diante dos rivais.

“Eu vou rever isso, pode ter certeza absoluta”, afirmou Pedrinho ao falar sobre a licitação. O dirigente também garantiu que continuará lutando pelo direito do clube.

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Clube cobra acordo sobre jogos no estádio

A disputa ganhou outro capítulo por causa de um acordo envolvendo Vasco, Flamengo e Fluminense. Segundo Pedrinho, o documento garante ao Vasco quatro partidas no Maracanã em 2025 e outras quatro em 2026.

O dirigente atribuiu a origem do entendimento a uma sugestão de Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo. Pedrinho afirmou que o Vasco utilizou o estádio apenas uma vez dentro desse contexto.

O clube recebeu negativas para outros pedidos realizados em 2026. Por isso, Pedrinho questiona a validade dos argumentos apresentados pelo consórcio para restringir a utilização do estádio.

O Flamengo e o Fluminense, por outro lado, sustentam que o documento não teria sido formalizado como contrato válido. O consórcio também utiliza argumentos técnicos relacionados ao calendário e às condições do gramado.

Justiça nega liminar, mas MP recomenda liberação

A Justiça do Rio negou, em 5 de outubro, uma liminar solicitada pelo Vasco para enfrentar o Boca Juniors no Maracanã. A decisão apontou divergências entre os laudos técnicos apresentados pelas partes.

Apesar disso, o Ministério Público do Rio de Janeiro recomendou nesta quarta-feira, 7, que a concessionária libere o estádio para o confronto.

O órgão considerou uma manifestação da Polícia Militar, que classificou o jogo como evento de alta complexidade. Segundo a avaliação, o Maracanã oferece melhores condições de segurança, mobilidade e organização das torcidas.

O MPRJ também recomendou que a concessionária estabeleça critérios objetivos para analisar futuros pedidos de utilização do estádio.

Vasco mantém esperança de jogar no Maracanã

Mesmo após a negativa judicial, o Vasco comunicou que pretende manter a partida no Rio de Janeiro. O clube descartou, por enquanto, alternativas fora do estado e continua buscando a liberação do Maracanã.

A indefinição aumenta a pressão sobre Pedrinho, que transformou a disputa pelo estádio em uma questão institucional. Enquanto isso, o Vasco precisa definir seu palco para receber o Boca Juniors no segundo jogo da semifinal.

Assim, a briga pelo Maracanã ultrapassa o confronto pontual pela Sul-Americana. Pedrinho pretende questionar decisões do consórcio, defender os acordos firmados e ampliar a presença do Vasco no estádio.

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