Padre Luciano Braga Simplício nega relações com fiel

O padre Luciano Braga Simplício, responsável pela Paróquia de Nova Maringá, em Mato Grosso, negou ter mantido relações sexuais com um fiel. A polêmica surgiu após a divulgação de um vídeo, em que um homem vê a mulher dentro do banheiro do quarto do religioso, usando um baby doll.

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Em um áudio, divulgado nas redes sociais, o religioso afirmou que o episódio foi resultado de um mal-entendido.

De acordo com Luciano Braga Simplício, a mulher que aparece no vídeo teria pedido abrigo na casa paroquial, solicitando um local para tomar banho e passar a noite.

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“Quando eu estava tomando banho, ouvi ela gritando ‘Tem gente, tem gente’. O pessoal já estava bravo, querendo falar comigo. Não teve nada”, iniciou o religioso.

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Em seguida, Luciano Braga Simplício revelou que estava tomando banho quando o casal chegou.

“O problema é que, quando eles chegaram, eu tinha ido tomar banho, e ela não queria ser vista, porque já tinha sido assaltada e ficou com medo. Eram 23h e pouco”, disse o padre.

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O padre afirmou que “não houve nada além disso”. Porém, a Diocese de Diamantino, responsável pela Paróquia de Nova Maringá, emitiu uma nota reforçando que abriu uma investigação interna para apurar a situação.

“Comunicamos que, tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus, todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas. Pedimos a compreensão e a oração de todos”, diz o comunicado.

O que aconteceu em banheiro de paróquia?

Nesta segunda-feira, 13, um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o noivo da mulher arromba a porta do quarto e, em seguida, a do banheiro da casa paroquial após o padre recusar a abrir.

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“Abre a porta padre. Abre a porta. Se não nós deburruba”, grita o homem.

Nas imagens, a mulher aparece embaixo da pia de baby doll, um pijama mais íntimo e sexy, o que intensificou as suspeitas sobre o episódio.

Luciano Braga Simplício, homem e esposa (Fotos: Reproduções / Instagram / G1)
Luciano Braga Simplício, homem e esposa (Fotos: Reproduções / Instagram / G1)

Como a Igreja lida em caso de quebra do voto de celibato?

Em situações de quebra do voto de celibato – ainda que não esteja necessariamente ligada ao caso do padre Luciano – a Igreja Católica costuma adotar medidas.

O Código de Direito Canônico de 1983, promulgado pelo Papa João Paulo II, estabelece normas que orientam a Igreja Católica na condução de casos envolvendo a quebra do voto de celibato.

De acordo com o documento, os padres do rito latino são proibidos de manter relacionamentos afetivos ou sexuais. A violação é consideração grave.

Desse modo, a quebra de celibato pode comprometer a credibilidade do sacerdote e o testemunho. da Igreja diante da comunidade.

Em situações públicas, o Código prevê medidas disciplinares, que variam entre advertência formal até a suspensão temporária das funções.

Por fim, em casos mais sérios ou reincidentes, o padre pode até ser reduzido ao estado laical, perdendo oficialmente o direito de exercer sua função.