Vigilância Sanitária apreende três toneladas e interdita nº1 do café em Piraju após grave irregularidade sanitária, a qual atenta contra a saúde pública

No dia 7 de maio, uma operação conjunta da Vigilância Sanitária com fiscais federais promoveu a interdição de uma empacotadora de café em Piraju, interior de São Paulo, e apreendeu três toneladas de café torrado e moído.

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A ação ocorreu após auditores fiscais federais identificarem condições sanitárias precárias no local, que operava fora das normas legais.

Inclusive, a Vigilância Sanitária do município formalizou a interdição, enquanto o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recolheu amostras para análise.

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O nome da empresa autuada ainda não foi divulgado.

Diante disso, a partir de informações do Canal Rural, a equipe especializada em fiscalização e serviços do TV Foco traz mais detalhes sobre a operação e as consequências.

Vigilância Sanitária e fiscais apreendem 3 toneladas de café impróprio (Foto Reprodução/MAPA)
Vigilância Sanitária e fiscais apreendem 3 toneladas de café impróprio (Foto Reprodução/MAPA)

A operação e os problemas encontrados

A vistoria ocorreu no início de maio e envolveu servidores do Mapa de Marília e Ribeirão Preto, a Vigilância Sanitária de Piraju e o Departamento de Engenharia do município.

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  • Os fiscais constataram que a empacotadora funcionava sem cumprir requisitos básicos de higiene, conservação e controle de qualidade.
  • Além disso, os documentos da empresa apresentavam irregularidades.
  • Os auditores do Mapa foram os primeiros a detectar os problemas e acionaram os demais órgãos para a atuação conjunta.

O Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério recolheu o café estocado e enviou amostras a laboratórios credenciados, que vão avaliar se o produto cumpre os padrões da Portaria nº 570/2022 — norma que estabelece critérios oficiais para o café torrado no país.

Café com impurezas (Foto Reprodução/Band)
Café com impurezas (Foto Reprodução/Band)

Como o consumidor pode se proteger na hora de comprar o café?

Diante desses fatos, a fim de garantir a compra de café seguro e legalizado, o consumidor deve:

  • Verificar se a embalagem apresenta registro no Ministério da Agricultura (MAPA) ou selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF);
  • Observar data de validade, identificação do produtor e local de origem;
  • Evitar embalagens danificadas, sem lacre, ou sem informações claras;
  • Priorizar marcas conhecidas ou com rastreabilidade;
  • Denunciar qualquer suspeita de fraude na Plataforma Fala BR, de forma anônima.

Inclusive, as denúncias auxiliam diretamente as ações de fiscalização e podem evitar riscos maiores à saúde pública.

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Plataforma Fala.BR (Foto Reprodução/GOV)
Plataforma Fala.BR (Foto Reprodução/GOV)

Conclusão:

Em suma, o caso de Piraju expôs falhas graves de controle em uma das etapas finais da cadeia do café — justamente quando o produto chega ao consumidor.

A atuação dos fiscais evitou que três toneladas de café com possível contaminação fossem comercializadas.

A análise laboratorial será decisiva para determinar o impacto sanitário da operação. Até lá, o sigilo do nome da empresa preserva o direito legal à ampla defesa.

Segurança alimentar é dever do Estado, mas também começa pela escolha consciente do consumidor. E café bom, além de sabor, precisa ter procedência. Mas, se você quiser saber mais sobre a qualidade de produtos como o café, clique aqui. *