Vladimir Brichta fala sobre interpretar Bozo após recusa de Wagner Moura: “O papel que me escolheu”
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Vladimir Brichta em entrevista ao 'Conversa com Bial' (Foto: Globo/Marcos Rosa)
Vladimir Brichta em entrevista ao ‘Conversa com Bial’
(Foto: Globo/Marcos Rosa)
Vladimir Brichta tem um lado voltado ao humor conhecido por personagens como Armane, de ‘Tapas & Beijos’. Agora, no cinema, está na pele de Augusto Mendes (Arlindo Barreto), o famoso palhaço Bozo, em “Bingo: O Rei das Manhãs” (o nome Bozo foi trocado por questões de direitos autorais).
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“Já tinha flertado com a ideia do palhaço, mas tinha muito pudor”, confessou no ‘Conversa com Bial’ desta quarta-feira, dia 23. Esse cuidado para interpretá-lo vem da arte do personagem ser objeto de estudo acadêmico de muitos artistas; já para Brichta, receber a proposta de ser um palhaço no cinema se tornou uma oportunidade de mergulhar nesse universo. Originalmente escrito para ser vivido por Wagner Moura, que pela agenda não pôde aceitar o papel, Vladimir foi recomendado pelo amigo ao diretor. “O papel que me escolheu”, diz Brichta a Bial.
Convidado a se juntar ao lado do ator, o diretor Daniel Rezende detalha o período de produção e filmagens de “Bingo”. O longa tem a participação de Domingos Montagner, conhecido por nutrir devota paixão pelo palhaço e ter sido uma das referências no assunto no país. Na tela, Domingos faz o que, de fato, fez na preparação com Brichta: o aconselhou. “Ele virou uma consultoria, participou do filme desde o começo.”
Rezende entrou por acaso na indústria do cinema. Trilhou a carreira como editor, e, sem nunca ter exercido a função antes, teve como primeiro trabalho a montagem de “Cidade de Deus” (2002), o qual lhe rendeu uma indicação ao Oscar.
Já o trabalho em “Bingo” marca sua estreia como diretor. A década de 1980, retratada pela narrativa, é guardada com carinho por Brichta. “Não é porque eram usadas muitas cores ou ombreiras que os sentimentos não eram de verdade”, diz. Aos seis anos, Vladimir já havia escolhido a profissão a seguir, como descreve a Bial. O encantamento pela graça aconteceu, desde o início, ao participar do musical infantil “Os Saltimbancos”. A partir disso, Brichta então se criou entre as coxias de teatro. “Demorou muito tempo para pensar em fazer televisão.”
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