Banco Central chama usuários de cartão de crédito e expõe risco real de prejuízo financeiro

Atualmente, milhões de brasileiros usam o cartão de crédito como principal meio de pagamento. Ainda assim, a falta de controle transforma esse hábito em dor de cabeça.

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Diante disso, o Banco Central do Brasil publicou um alerta direto aos consumidores. O órgão busca frear o super endividamento e explicar o que acontece quando alguém deixa de pagar a fatura completa.

De acordo com comunicado oficial nas redes sociais, atrasar o pagamento gera custos imediatos e compromete o orçamento mensal.

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Crédito rotativo começa assim que a fatura atrasa

Primeiramente, quem não quita o valor total da fatura entra no crédito rotativo. Nesse modelo, o banco permite o adiamento do pagamento, mas cobra juros elevados.

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Segundo o Banco Central, a regra em vigor desde 2017 autoriza o uso do crédito rotativo por apenas um mês. Depois disso, o banco precisa transferir a dívida para o crédito parcelado.

Dessa forma, o consumidor assume parcelas mensais com juros definidos em contrato.

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Regra limita valor da dívida desde 2024

Além disso, uma mudança importante passou a valer em janeiro de 2024. Agora, a dívida total do cartão não pode ultrapassar o dobro do valor original.

Conforme explicou o Banco Central, o cálculo inclui juros, encargos e demais cobranças.

Na prática, uma fatura inicial de R$ 300 gera uma cobrança máxima de R$ 600. A medida impede que a dívida cresça sem controle.

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Banco Central explica o que o consumidor realmente paga

Em seguida, o órgão detalhou como ocorre a cobrança quando o atraso acontece. O valor final soma a fatura atual, o saldo pendente do mês anterior, além de juros e encargos contratuais.

Segundo o alerta oficial, ignorar esse acúmulo acelera o endividamento e dificulta a regularização.

Por isso, o Banco Central reforça um ponto essencial. O limite do cartão não funciona como extensão do salário.

Portabilidade de crédito ajuda a reduzir prejuízos

Nesse contexto, a instituição orienta os consumidores a considerarem a portabilidade de crédito. Essa opção permite transferir a dívida para outro banco com juros menores.

Assim, o cliente ganha margem para negociar prazos e reduzir o impacto financeiro.

De acordo com o Banco Central, comparar ofertas evita perdas maiores e facilita a quitação das dívidas.

O que são os juros do crédito rotativo?

Por fim, entender os juros rotativos faz toda a diferença. Eles surgem quando o cliente deixa de pagar o valor total da fatura até o vencimento.

Nesse caso, o banco transforma o saldo em empréstimo. O valor recebe juros altos e aparece acrescido na fatura seguinte.

Conforme dados do Ceres Previdência, o crédito rotativo lidera o ranking das taxas mais caras do mercado. Em 2023, a média chegou a 430% ao ano.