William Bonner, Renata Vasconcellos

William Bonner e Renata Vasconcellos nos estúdios do Jornal Nacional (Foto: Reprodução / TV Globo)

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Guerra entre jornalistas do JN e família Bolsonaro ganhou novo episódio

William Bonner e Renata Vasconcellos, responsáveis por comandarem o Jornal Nacional, vivem uma verdadeira guerra com o presidente do país, Jair Bolsonaro. Acontece que a desavença com a família Bolsonaro não é apenas com o presidente.

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Flávio Bolsonaro também está nessa briga e já foi à justiça para censurar Bonner e Vasconcellos de falarem sobre o escândalo de ‘rachadinha’, em que ele estava envolvido. Recentemente tal conflito ganhou um novo episódio e a juíza do caso liberou os âncoras de falarem livremente sobre a acusação, para proteger a liberdade de imprensa.

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Na época do ocorrido, no final de 2020, o filho de Bolsonaro entrou com uma ação judicial para investigar os jornalistas, que foram acusados de terem noticiado informações sigilosas em torno da denúncia do Ministério Público, que foi feita acusando o deputado de estar envolvido no esquema de rachadinhas, junto de seu ex-assessor, Fabrício Queiroz.

Flávio Bolsonaro ao lado de Fabrício Queiroz; os dois são investigados pelo MP-RJ em escândalo que atinge a família do presidente (Reprodução)

Flávio Bolsonaro ao lado de Fabrício Queiroz (Foto: Reprodução)

O inquérito foi finalizado apenas agora, alguns meses depois. Informação foi divulgada pelo site Conjur. A juíza responsável pelo caso, Maria Tereza Donatti, justificou que sua decisão se deu para “restaurar a normalidade e resguardar o livre exercício da imprensa”.

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“Os pacientes [jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos] noticiaram a propositura de ação penal em face do senador da República Flavio Nantes Bolsonaro, por crimes cometidos no exercício de seu mandato como deputado estadual, sendo evidente o interesse público na hipótese”, disse a juíza.

Ainda segundo o site, Maria Tereza também criticou a postura do delegado responsável pela acusação, Pablo Dacosta Sartori. Mesmo que os jornalistas tivessem desobedecido à alguma ordem jurídica, não cabia à ele apurar. “Conforme o dito popular, ‘pau que nasce torto, morre torto'”.