O editor-chefe usou o final do JN para expressar toda sua indignação na Globo

William Bonner e Renata Vasconcellos tiveram a árdua missão de noticiar mais um novo recorde negativo de mortes por Covid-19. Nesta última segunda-feira (24), o Brasil atingiu a marca de 450 mil vítimas.

Continua depois da publicidade

Dessa forma, após o noticiário, a Globo resolveu homenagear as famílias que perderam seu entes queridos para a pandemia e finalizou o JN em completo luto com a inscrição do número de mortos no telão do folhetim.

Em completo silêncio, William Bonner e Renata Vasconcellos tomaram a decisão de olharem no fundo das câmeras, expondo o tom de urgência da mensagem, e fecharam o semblante enquanto o JN terminava.

Continua depois da publicidade

Nem mesmo o tradicional “Boa noite” dos âncoras foi dito e até a vinheta de encerramento deu lugar ao luto.

Continua depois da publicidade

REPERCUSSÃO

Por conta do silêncio de William Bonner, grande parte da audiência do JN recorreu ao Twitter para expressar todo o pesar pelas vítimas da crise sanitária.

“O silêncio ensurdecedor de Bonner toda vez me deixa mal, que tristeza, espero que isso passe logo”, disse uma internauta. “Quantos mais jornais vão terminar de luto? Já vamos completar dois anos nessa tragédia, o que aconteceu hoje é mais um episódio lamentável”, apontou um segundo.

Continua depois da publicidade

Confira mais alguns Tweets abaixo:

]

PROTESTO DE BONNER

"Após 36 anos", William Bonner expõe desfecho ao vivo na Globo, desmorona sobre fim e confirma tristeza

William Bonner comentou sobre seu novo visual (Reprodução: Globo)

Desde que retornou de seu breve período de férias na última segunda-feira (17), William Bonner surgiu completamente renovado, não só por conta do seu visual com uma barba de dar inveja a qualquer um, mas o editor-chefe também está mais ativo nas redes sociais.

Em uma entrevista para o Jornal O Globo, o principal âncora da Globo afirmou que sua nova atitude é uma forma de protesto e que tem um significado simbólico por conta do momento que o país está passando.

“Decidi que esse gesto (ou esse não-gesto) seria bem simbólico do meu momento, em que procuro me livrar de atividades dispensáveis e aborrecidas”, disse o jornalista na ocasião.