Yamaha e Honda descontinuam cinco motos populares no Brasil e impactam diretamente motoristas que apostavam nesses modelos tradicionais
Durante o último ano, o mercado brasileiro de motos confirmou uma mudança que já vinha sendo desenhada desde o ano anterior. Modelos populares da Honda e da Yamaha saíram de linha e deixaram lacunas importantes nas concessionárias.
Essas decisões afetaram motos conhecidas do público urbano, usadas para trabalho e deslocamento diário. Além disso, as montadoras ajustaram suas estratégias diante de novas exigências ambientais e de mercado.
Esse movimento começou ainda em 2024, quando as fabricantes revisaram portfólios e encerraram produções específicas. Naquele momento, as empresas avaliaram custos, vendas e necessidade de atualização técnica.

Como resultado, priorizaram modelos com maior saída e com motores mais alinhados às regras ambientais. Essas regras ficaram mais rígidas nos últimos anos e exigiram motores menos poluentes e mais eficientes.
Honda Forza 350
Entre os modelos que saíram de linha, a Honda Forza 350 marcou presença por pouco tempo no Brasil. A scooter chegou em 2022 com proposta mais sofisticada. Ela trouxe motor de 330 cilindradas e controle de tração.
Controle de tração é um sistema eletrônico que evita que a roda traseira perca aderência em acelerações bruscas. Apesar do pacote tecnológico, as vendas ficaram abaixo do esperado. Por isso, a produção terminou em 2024.
Honda Biz 110
Outra baixa importante ocorreu com a Honda Biz 110. A moto sempre ocupou espaço entre consumidores que buscavam economia e praticidade. Ela usava motor de 109,1 cc. Cilindrada, medida em cc, indica o volume interno do motor e influencia força e o consumo.

No fim de 2024, a fabricante retirou essa versão do catálogo. Em seguida, manteve apenas a Honda Biz 125, que já atendia às normas mais recentes de emissão.
Yamaha Neo 125
Enquanto isso, a Yamaha Neo 125 também deixou as lojas. A Yamaha decidiu abrir espaço para a Neo’s Connected, versão elétrica produzida em Manaus. Moto elétrica funciona com bateria e não emite gases pelo escapamento.
Além disso, atende à tendência global de mobilidade mais limpa. A produção da versão a combustão foi encerrada em 2024.
Qual moto da Yamaha saiu de linha?
No mesmo pacote de mudanças, a Yamaha Factor 125i UBS saiu de linha. O sistema UBS significa Unified Brake System. Esse sistema distribui a força de frenagem entre as rodas para aumentar a estabilidade.

A marca também encerrou a Yamaha Fazer 150 UBS. Em seguida, concentrou esforços na Yamaha Factor 150 DX, versão mais atualizada.
Além das mudanças técnicas, o cenário de vendas influenciou as decisões. Em 2025, modelos como a Honda CG 160 lideraram o ranking nacional. A CG 160 manteve forte presença nas ruas e no topo das vendas. Isso ocorreu porque consumidores priorizam motos resistentes, fáceis de manter e com peças acessíveis. Portanto, as montadoras reforçaram investimentos nesses modelos.
Enquanto algumas motos saíram de linha, o mercado de usadas ganhou fôlego. Muitos consumidores passaram a buscar unidades seminovas das versões descontinuadas. Em alguns casos, isso elevou preços no mercado secundário. Além disso, concessionárias ainda venderam estoques remanescentes no início.
Por fim, essas decisões já aconteceram e mudaram o desenho das ruas brasileiras. Agora, o consumidor encontra menos opções antigas e mais modelos atualizados. O mercado segue aquecido e competitivo. Portanto, novas mudanças ainda podem ocorrer nos próximos anos.
