Zema confirma aumento de 5,4% nos salários em Minas Gerais e explica quem receberá o reajuste
O governador Romeu Zema anunciou no dia 2 de março de 2026 um reajuste salarial de 5,4% para os servidores públicos de Minas Gerais. A medida passou a valer de forma retroativa a 1º de janeiro de 2026.
Além disso, o governo classificou o aumento como recomposição salarial, termo usado quando o Estado tenta repor perdas provocadas pela inflação. Com isso, o anúncio atingiu servidores ativos, aposentados e pensionistas.
Segundo o governo, o reajuste alcança cerca de 673 mil servidores da administração direta e indireta. A administração direta inclui secretarias e órgãos centrais do governo. Já a administração indireta reúne autarquias e fundações que também prestam serviços públicos.

Portanto, o impacto se espalha por praticamente toda a estrutura estadual. O Executivo estimou impacto anual de R$ 3,4 bilhões na folha de pagamento.
O governo encaminhou o projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Agora, os deputados precisam analisar e votar a proposta. Enquanto isso, o reajuste ainda depende da aprovação formal para se consolidar juridicamente. Mesmo assim, o anúncio já movimentou sindicatos e categorias.
Por que o governo está fazendo esse reajuste no salário?
Por outro lado, representantes de trabalhadores criticaram o índice de 5,4%. Eles afirmaram que o percentual não cobre todas as perdas acumuladas desde 2019. A inflação, que representa o aumento geral de preços de produtos e serviços, corroeu o poder de compra nesse período. Quando o salário não acompanha a inflação, o trabalhador perde capacidade de consumo.
Além disso, servidores da educação mantiveram greve em várias regiões do estado. A paralisação continuou mesmo após o anúncio do reajuste. O sindicato da categoria defendeu recomposição de 41,83%, alegando perdas acumuladas entre 2019 e 2025. Greve é a suspensão temporária das atividades como forma de pressão por direitos. Portanto, professores deixaram salas de aula e intensificaram mobilizações.
O governo rebateu as críticas. O Executivo afirmou que precisa manter equilíbrio fiscal. Equilíbrio fiscal significa controlar gastos para que o Estado não gaste mais do que arrecada. Quando o governo perde esse controle, ele compromete pagamentos e serviços públicos.
Além disso, o Palácio Tiradentes destacou reajustes anteriores de 10,06% em 2022 e 4,62% em 2024.
Ainda assim, sindicatos apontaram que os reajustes anteriores não cobriram totalmente as perdas inflacionárias. Eles cobraram um diálogo mais amplo antes do envio do projeto à Assembleia. Enquanto isso, o debate ganhou força em um ano eleitoral. Esse contexto político ampliou a pressão sobre o governo.
Por fim, o reajuste de 5,4% abriu nova disputa entre o governo estadual e parte do funcionalismo. O governo defendeu responsabilidade nas contas públicas. Já os servidores exigiram valorização maior. Portanto, a discussão segue no Legislativo e nas ruas, enquanto milhares de trabalhadores aguardam uma definição concreta.
