Dor no bolso: As 10 cidades com o IPTU mais caro de todo o Brasil

Descubra o ranking das 10 cidades onde o imposto pesa mais no bolso, com base no cálculo per capita; A lista é dominada por SP e SC!

16/11/2025 às 07:15 · Tempo de leitura: 8 minutos

Entenda como funciona o pagamento do IPTU (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN)

Descubra o ranking das 10 cidades onde o imposto pesa mais no bolso, com base no cálculo per capita; A lista é dominada por SP e SC!

Entre todas as preocupações do bolso de início de ano, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é um dos mais dolorosos que proprietários de imóveis devem encarar…

Em suma, esse tributo financia a cidade e paga serviços essenciais como saúde e segurança; no entanto, para os moradores de algumas regiões, o valor faz o custo de vida disparar, uma vez que está muito acima da média nacional.

Inclusive, a fim de descobrir onde o imposto mais pesa, um estudo divulgado pelo portal Quinto Andar fez uso do cálculo do IPTU per capita (arrecadação total dividida pelo número de habitantes fixos).

O resultado revela um ranking surpreendente, liderado por cidades litorâneas com forte apelo turístico que cobram uma verdadeira fortuna de seus residentes.

Mas por que o IPTU é tão caro?

A lista das cidades com o IPTU mais caro do Brasil é dominada por municípios do litoral de São Paulo e Santa Catarina. Mas a lógica por trás disso é simples:

  • Cidades com muitos imóveis de alto padrão (casas de veraneio e condomínios de luxo);
  • População residente fixa reduzida, o que concentra a arrecadação total do imposto em poucos contribuintes.

Ou seja, o resultado dessa fórmula não poderia ser diferente, uma vez que, quando dividem o valor total arrecadado pelos poucos moradores fixos, o valor per capita dispara.

No final, é a conta do turismo e da alta valorização imobiliária que cai no colo dos residentes.

As top 10 do IPTU

Agora que você já sabe a razão, com base nos dados de arrecadação do IPTU do ano de 2024, listamos abaixo as 10 cidades onde o imposto é mais caro para o cidadão, de acordo com o cálculo per capita. A lista mostra o peso do litoral paulista no ranking do pesadelo fiscal:

Municípios de São Paulo (SP):

Ilha Comprida (SP): Lidera o ranking com um IPTU per capita de R$ 1.687,49, valor influenciado pelas casas de alto padrão e pela baixa população fixa.

Bertioga (SP): Também no litoral paulista, ocupa o segundo lugar com R$ 1.053,59 per capita, devido à forte combinação de áreas residenciais e turísticas.

Cotia (SP): Localizada na Grande São Paulo, registra R$ 799,79 per capita, sendo a proximidade com a capital um dos fatores de valorização.

Guarujá (SP): Com alto número de imóveis de veraneio, a cidade tem um IPTU per capita de R$ 792,95.

Praia Grande (SP): Outro município litorâneo que investe em infraestrutura, com R$ 739,66 per capita.

São Caetano do Sul (SP): Destaque no ABC Paulista, o valor atinge R$ 674,26 per capita, reflexo da alta qualidade de vida e desenvolvimento.

São Sebastião (SP): No litoral norte paulista, o IPTU per capita é de R$ 653,36, influenciado pelos condomínios de luxo e restrições ambientais.

Demais estados do Brasil:

Bombinhas (SC): No sul do país, o IPTU per capita chega a R$ 816,43, impulsionado pelo turismo de praia e pela valorização imobiliária.

Arroio do Sal (RS): No litoral gaúcho, o valor é de R$ 633,51 per capita. A baixa população fixa concentra a arrecadação em poucos contribuintes.

Matinhos (PR): Fecha a lista no litoral paranaense; o imposto chega a R$ 632,16 per capita, devido à alta valorização como destino turístico.

Sobrou para a capital

Conforme citamos acima, o valor individual do seu IPTU baseia-se no valor venal do imóvel, uma estimativa de preço que a própria prefeitura faz.

De acordo com o portal UOL, no exercício de 2025, a Prefeitura da capital de São Paulo atualizou os valores venais dos imóveis, aplicando uma correção de 4,6% (baseada na inflação).

No entanto, o município impõe um limite máximo para o aumento do imposto cobrado do contribuinte:

  • Imóvel Residencial: O reajuste do IPTU não pode ultrapassar 10% em relação ao valor lançado no ano anterior;
  • Imóvel Não Residencial: O aumento limita-se a 15% em comparação com 2024.

Aumentos superiores a esses limites só devem ocorrer em casos específicos, como perda de benefícios ou ampliação da área construída do imóvel. Quem optar pelo pagamento à vista do imposto ainda tem direito a um desconto de 3%.

O que acontece se eu não pagar o IPTU?

Não pagar o imposto pode gerar multas e juros exorbitantes.

Em casos mais graves, a inadimplência resulta na inscrição na Dívida Ativa, negativando o nome do proprietário em órgãos de crédito.

No limite, o não pagamento pode levar à penhora e ao leilão do próprio imóvel. Mas, para saber como conseguir a isenção desse tributo tão temido, clique aqui*.

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