13º salário do INSS 2026: Passo a passo para descobrir quanto receberá de abono

Em meio às expectativas do pagamento do 13º salário do INSS em 2026, saiba como irá funcionar o pagamento e como calcular o valor exato.

15/03/2026 às 04:00 · Tempo de leitura: 9 minutos

Saiba mais sobre o 13º salário do INSS de 2026 (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN/INSS)

Em meio às expectativas do pagamento do 13º salário do INSS em 2026, saiba como irá funcionar o pagamento e como calcular o valor exato do abono

O início de cada ano traz a expectativa do próximo planejamento financeiro, ainda mais quando se trata do 13º salário do INSS, uma vez que o Governo Federal costuma liberar as famigeradas antecipações.

Porém, embora essa projeção de antecipação ainda não tenha sido confirmada, entender o calendário de pagamentos torna-se essencial para quem deseja organizar as contas, mesmo porque as dúvidas sobre os valores exatos e os descontos aplicados ainda geram muita confusão.

Por isso, com base em dados oficiais, preparamos este guia completo com o passo a passo para descobrir quanto você receberá de 13º salário, garantindo que compreenda cada detalhe do cálculo, desde a remuneração bruta até o saldo final na sua conta.

Entendendo o cálculo base

Diferente de um simples bônus, este benefício possui regras rígidas de cálculo proporcionais aos meses trabalhados ou recebidos.

Com as atualizações recentes na tabela do Imposto de Renda e o novo valor do salário mínimo, dominar esses números protege você contra surpresas e ajuda a combater as desinformações que circulam sobre os pagamentos previdenciários.

Em suma, a matemática por trás do décimo terceiro não é nenhum bicho de sete cabeças.

A regra fundamental divide o seu salário bruto por 12 (meses do ano) e multiplica o resultado pelo número de meses em que você efetivamente trabalhou ou recebeu o benefício.

Para o INSS, considera-se um mês completo quando o segurado recebe o pagamento por pelo menos 15 dias dentro daquele período:

  • A fórmula básica: (salário bruto ÷ 12) × meses de atividade;
  • Referência: Em 2026, o piso nacional atinge R$ 1.621.
  • Proporcionalidade: Logo, somente quem recebeu o benefício durante todo o ano (12 meses) garante o valor integral de um salário mensal extra.

Como encontrar o valor líquido?

Aposentados, pensionistas e segurados de auxílios (doença, acidente ou reclusão) devem seguir critérios específicos para encontrar o valor líquido.

O sistema divide o pagamento em duas parcelas, sendo que a carga tributária recai apenas sobre a segunda etapa:

  • Identifique o valor bruto: Consulte o seu extrato de pagamento no portal ou aplicativo “Meu INSS” para saber o valor exato do seu benefício mensal;
  • Primeira parcela (50%): O Governo paga metade do valor bruto sem nenhum tipo de desconto. No caso de um salário mínimo (R$ 1.621), a primeira parcela totaliza R$ 810,50;
  • Segunda parcela (saldo): Aqui o sistema aplica os descontos de INSS e Imposto de Renda (IRRF). Você subtrai o valor da primeira parcela e as deduções legais do valor total devido;
  • Critério de idade e saúde: Segurados com mais de 65 anos ou portadores de doenças graves possuem faixas de isenção maiores para o Imposto de Renda, o que aumenta o valor líquido a receber.

Como funciona a contribuição do INSS?

O cenário tributário de 2026 apresenta mudanças significativas, especialmente no Imposto de Renda, em que a faixa de isenção foi ampliada para quem ganha até R$ 5.000.

Isso significa que a grande maioria dos aposentados e trabalhadores CLT não sofrerá retenção de IR no 13º este ano.

Alíquotas do INSS 2026:

  • Até R$ 1.621: 7,5% de contribuição;
  • De R$ 1.621,01 até R$ 2.902,84: 9% de contribuição;
  • De R$ 2.902,85 até R$ 4.354,27: 12% de contribuição;
  • De R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55: 14% de contribuição;

Tabela mensal do IR:

  • Até R$ 2.428,80: Isento;
  • De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% (parcela a deduzir de R$ 182,16);
  • De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% (parcela a deduzir de R$ 394,16);
  • De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% (parcela a deduzir de R$ 675,49);
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5% (parcela a deduzir de R$ 908,73);

Importante: Trabalhadores com rendimentos tributáveis de até R$ 5.000 contam com uma redução que zera o imposto devido em 2026.

Diferenciais aos CLTS:

Mas, se você atua com carteira assinada, outros fatores influenciam o montante final.

Diferente dos aposentados, o trabalhador comum precisa considerar variáveis que compõem a remuneração média anual.

  • Horas extras e adicionais: O cálculo deve somar a média das horas extras, adicional noturno, insalubridade e periculosidade realizadas até outubro;
  • Comissões: Vendedores devem calcular a média das comissões recebidas ao longo dos meses trabalhados para integrar ao valor base do 13º;
  • Dependentes: Cada dependente declarado permite uma dedução de R$ 189,59 na base de cálculo do Imposto de Renda, o que pode reduzir o desconto final.

Quando o 13º salário irá cair na conta?

Embora a decisão da antecipação ainda não tenha sido confirmada oficialmente, conforme podem ver por aqui*, a legislação brasileira determina datas limites para que as empresas e o órgão previdenciário efetuem o depósito do abono entre esses dias:

  • Primeira parcela/parcela única: Deve ocorrer entre o dia 1.º de fevereiro e o dia 30 de novembro.
  • Segunda parcela: O prazo final para o depósito é o dia 20 de dezembro.

MAS ATENÇÃO! No caso dos CLTS, caso o empregador desrespeite esses prazos, ele enfrenta multas administrativas. O trabalhador deve procurar o setor de RH ou, em última instância, registrar uma denúncia no Ministério do Trabalho ou sindicato da categoria.

Por fim, lembre-se! O uso de ferramentas digitais, como calculadoras online atualizadas, facilita a conferência desses valores. No entanto, conferir os dados manualmente com base no seu holerite ou extrato do INSS garante que nenhum erro sistêmico prejudique o seu direito.

Mas, para mais sobre os direitos dos idosos, clique aqui*.

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