Além de Domingos Montagner: 3 mortes durante novelas que causaram nó na garganta do público
Relembre as despedidas repentinas e brutais de astros da teledramaturgia, como Domingos Montagner e Daniella Perez, que comoveram o país inteiro
Por vezes, a relação afetiva construída entre os telespectadores e os intérpretes de novelas transformou as perdas repentinas em episódios de verdadeiro luto coletivo.
Ainda mais quando a ficção é interrompida de forma brusca por fatalidades reais.
Nesses casos, o país acompanha uma onda de comoção nacional que une fãs, equipes de produção e colegas de elenco em homenagens históricas na televisão brasileira.
Sendo assim, com base em informações do portal NDTV, separamos abaixo 3 mortes, além de Domingos Montagner, que chocaram e deram um nó na garganta do público.
1. Domingos Montagner (1962–2016):
O ator Domingos Montagner vivia o protagonista Santo dos Anjos na novela Velho Chico (2016), da TV Globo.
No dia 15 de setembro de 2016, após gravar cenas da trama em Canindé de São Francisco, em Sergipe, ele aproveitou o intervalo para dar um mergulho no rio São Francisco ao lado da atriz Camila Pitanga.
Leia também
Surpreendidos por fortes correntezas e redemoinhos em um trecho profundo, o artista não conseguiu retornar à margem e faleceu por afogamento aos 54 anos.
Por conta disso, a produção optou por não substituir o ator na reta final:
- A câmera passou a ocupar a perspectiva de seu personagem, permitindo que o elenco dialogasse diretamente com a lente em uma homenagem emocionante.
2. Daniella Perez (1970–1992):
A jovem atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez, interpretava Yasmin na novela De Corpo e Alma (1992), exibida no horário nobre da TV Globo, quando foi vítima de um crime brutal que chocou o Brasil em dezembro de 1992.
Ela foi assassinada aos 22 anos por Guilherme de Pádua, ator que vivia seu par romântico na trama, com a cumplicidade de sua esposa na época, Paula Thomaz.
Movido por ambição profissional, Pádua armou uma emboscada na saída dos estúdios de gravação, no Rio de Janeiro.
A atriz foi morta com 18 perfurações brutais no peito.
A tragédia foi tamanha que mobilizou uma campanha nacional liderada por Glória Perez para incluir o homicídio qualificado na Lei de Crimes Hediondos.
3. Leila Diniz (1945–1972):
Símbolo de libertação feminina e talento nos anos 1960, a atriz Leila Diniz marcou presença na teledramaturgia nacional em produções como:
- Ilusões Perdidas (1965);
- A Rainha Louca (1967), na Globo.
Além de seu último trabalho no formato em E Nós, Aonde Vamos? (1970), na Rede Tupi.
Porém, em 14 de junho de 1972, aos 27 anos, Leila retornava de uma viagem à Índia, onde havia representado o cinema brasileiro, quando o avião da companhia Japan Airlines em que viajava caiu próximo a Nova Déli.
Inclusive, esse acidente aéreo não deixou sobreviventes, encerrando de forma precoce a trajetória de uma das figuras mais emblemáticas da cultura nacional.
O que aconteceu com Cory Monteith?
Por fim, o adeus repentino a grandes estrelas em pleno vigor da carreira também ecoa no cenário internacional.
Infelizmente, o ator morreu aos 31 anos em 13 de julho de 2013.
Ainda de acordo com o portal, a equipe do hotel onde o artista estava hospedado, em Vancouver, no Canadá, encontrou o seu corpo sem vida após uma overdose acidental causada pela combinação de heroína e álcool.
Vale destacar que o canadense lutava contra o vício em substâncias desde os 13 anos e havia passado por uma internação em uma clínica de reabilitação poucos meses antes, em abril do mesmo ano.
Ademais, para saber sobre outras perdas e relembrar a trajetória de outros famosos, clique aqui*.
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.