Fora do armário: 4 estrelas do sertanejo assumidamente LGBTs

Ilustração de 4 estrelas do sertanejo assumidamente LGBTs (Foto: Reprodução / Instagram / Canva / Montagem TV Foco)
Através das redes sociais, os fãs buscam cada vez mais proximidade com os seus ídolos e isso deixa os famosos ainda mais expostos
4 estrelas do sertanejo se assumiram LGBTs, ou seja, estão fora do armário e compartilham a sua vida pessoal com os fãs, mostrando que independente do que os outros pensam, cada uma está feliz com a sua sexualidade.
Desse modo, há 20 anos atrás era inimaginável famosos assumirem a sua sexualidade com medo de perder trabalhos.
Atualmente, jornalistas, apresentadoras, atrizes e até estrelas do sertanejo estão cada vez mais engajadas com as causas LGBTQIA+.
Desse modo, o queernejo, que é um termo que combina “queer” e “sertanejo” para descrever uma subcultura dentro da música sertaneja, trata-se de um movimento inclusivo.
NOVA ERA MUSICAL?
Afinal, dentro do gênero musical, que é tradicionalmente predominado por representações heteronormativas, esse movimento surgiu a partir do desejo de artistas LGBTQIAPN+ em promover um acolhimento para outras pessoas.
Afinal, apesar de gostarem do sertanejo, não se sentem representadas em suas narrativas e vivências. Por isso, falar abertamente sobre a sexualidade é essencial para quebrar tabus.

Contudo, Reddy Alor é uma das precursoras do queernejo, iniciou sua trajetória musical em uma dupla sertaneja ao lado do irmão. No entanto, decidirem trilhar seus próprios caminhos de forma solo.
De acordo com informações do portal Midia Ninja, a drag queen Reddy Allor venceu o reality show “Queen Stars” e atualmente inova ao juntar elementos do sertanejo com a cultura drag.

FILHO DO CANTOR SOLIMÕES ASSUMIU SER GAY?
Gabeu, filho do cantor Solimões, da dupla com Rionegro, cresceu rodeado no universo sertanejo. Porém, sem se sentir acolhido pelo gênero, resolveu investir em uma forma mais inclusiva.
Desse modo, Gabeu se inspirou no trabalho da drag queen Reddy Allor. Seu primeiro álbum, “Agropoc”, conseguiu uma indicação ao Grammy Latino na categoria melhor álbum de música sertaneja.
Inclusive, Solimões demonstra que o amor paterno transcende manuais de comportamento. Durante sua participação no programa Universo Sertanejo em 2023, o cantor revelou uma percepção aguda e precoce sobre a identidade do filho.
Para o veterano, a homossexualidade de Gabeu nunca foi um enigm. Portanto, ele afirma ter compreendido a essência do filho quando tinha apenas oito anos.
O que comprova que o afeto e a convivência diária valem mais do que qualquer debate teórico sobre a comunidade LGBTQIA+.
Portanto, em entrevistas, o jovem artista destaca que a aceitação de Solimões é “fora da curva”. Principalmente considerando o ambiente tradicionalista em que o pai foi moldado.

AFINAL, QUAIS SÃO AS OUTRAS ESTRELAS DO SERTANEJO ASSUMIDAMENTE LGBTS?
Gali Galó
Trazendo a representatividade não binárie para o movimento (pessoas que não se identificam exclusivamente como homens ou mulheres), Gali Galó atua no sertanejo de forma libertadora.
Afinal, Gali Galó expressa sua experiência queer misturando o sertanejo com o brega, dentre outros ritmos nacionais. Seu álbum “Homônimo” foi escolhido como um dos melhores discos de 2023 pela Folha de São Paulo.

Alice Marcone
A primeira cantora transsexual no sertanejo faz sucesso com a mistura de instrumentais clássicos do ritmo com elementos do pop. Sendo assim, Alice Marcone canta sobre sofrência, amor e empoderamento.
Aliás, essa foi uma das marcas que consagraram as cantoras sertanejas nos últimos anos. Inclusive, ela declarou em entrevista ao portal Metrópoles, que a representatividade é crucial.
“Somos artistas LGBTQIAPN+ do interior ou de contextos urbanos, onde o sertanejo é muito forte, estamos na vontade de criar essa representação, esse imaginário, essa é a nossa estética musical. A gente vai falar sobre ser LGBT na nossa música”, disse Alice Marcone.

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