Astros mundiais e ícones da música rompem com o óbvio e impõem condições drásticas para o destino de suas fortunas
Imagine trabalhar uma vida inteira, acumular uma fortuna estimada em centenas de milhões, ou até bilhões, de dólares e, no auge da maturidade, tomar a decisão de deixar os seus próprios filhos sem nenhuma herança.
No exclusivo universo das celebridades, um grupo de magnatas do mercado financeiro, astros de Hollywood e ícones da música nacional adotou a postura radical de não legar seus patrimônios aos herdeiros.
Sob o lema de que pretendem gastar tudo em vida ou destinar os recursos para a filantropia, eles defendem que o verdadeiro mérito está em fazer os filhos construírem o próprio futuro.
O tema voltou a reacender debates após declarações da apresentadora Gaby Cabrini.
Filha do prestigiado jornalista Roberto Cabrini, ela defendeu o direito de os pais usufruírem plenamente de suas conquistas, embora pondere sobre o desamparo total.
Com base em informações do portal O Povo, conheça os cinco nomes de peso mundial que decidiram fechar as portas da herança para as próximas gerações:
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Ronaldo Fenômeno:
O ex-jogador e empresário já avisou à família que o destino de seu império será a Fundação Fenômenos, voltada para causas socioesportivas.
Seu filho mais velho, Ronald, encara a postura com naturalidade: “Meu pai brinca que não vai deixar nada. Eu acho legal saber que tenho que correr atrás do meu”.

Gretchen:
A Rainha do Rebolado foi categórica ao revelar sua relação com as finanças:
“Sou de gastar e não guardo nada. Sempre falo para meus filhos: trabalhem, porque eu vou gastar tudo antes de morrer”.
Jeff Goldblum:
O astro de Jurassic Park e Wicked revelou que sua fortuna de aproximadamente R$ 203 milhões não será entregue de bandeja.
Para o ator, os filhos devem buscar o próprio sustento assim que atingirem a maioridade.

Jackie Chan:
O lendário mestre das artes marciais garantiu que doará cada centavo para instituições de caridade:
“Se meu filho for capaz, ele pode ganhar o próprio dinheiro. Caso contrário, estarei desperdiçando o meu”.

Mark Zuckerberg:
Com o nascimento de sua primeira filha, o criador da Meta anunciou o compromisso de repassar 99% de suas ações na empresa para fundações voltadas à saúde, educação e melhoria global.

No Brasil, a herança pode ser negada?
Vale destacar que, se no exterior a decisão de deserdar um filho depende apenas de um testamento, a legislação no Brasil adota um caminho completamente diferente.
Por aqui, não é permitido retirar os filhos da sucessão legítima por mera vontade do titular dos bens.
O Código Civil brasileiro protege rigidamente a linha familiar direta.
De acordo com o artigo 1.845, os filhos são considerados herdeiros necessários, o que lhes garante por lei o direito a pelo menos 50% de todo o patrimônio acumulado pelo falecido (a chamada “legítima”).
O autor da herança só tem liberdade total para dispor da outra metade de seus bens em vida ou via testamento.
A exclusão forçada de um filho da partilha é uma medida extrema e só pode ocorrer sob duas hipóteses restritas e validadas pela Justiça:
- Indignidade (Art. 1.814): Aplicada quando o herdeiro comete crimes gravíssimos contra os pais, como homicídio doloso (tentado ou consumado), injúria grave ou denúncia caluniosa em juízo;
- Deserdação (Arts. 1.962 e 1.963): Quando os pais manifestam expressamente no testamento o desejo de exclusão, motivado por agressões físicas, ofensas morais severas, relações ilícitas com padrastos/madrastas ou abandono material do pai ou mãe em condições de grave enfermidade.
Fora desses cenários criminosos ou de total abandono, a lei brasileira blinda os herdeiros, impedindo que pais sigam os passos drásticos das celebridades de Hollywood.
Mas, para saber mais sobre outros casos, clique aqui*.
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Autor(a):
Lennita Lee
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.



