Triste adeus: Descubra agora as cinco motos da Honda que saíram de linha cedo demais no Brasil e você nem notou
Para quem é apaixonado por uma vida sob duas rodas, poucas coisas são tão empolgantes quanto o anúncio de uma nova moto no mercado. A expectativa pelo design, pelas novas tecnologias e pelo desempenho gera conversas e planos de compra em milhares de garagens pelo país.
No entanto, o mercado de motocicletas é altamente competitivo e dinâmico, fazendo com que o que faz um sucesso estrondoso no exterior nem sempre caia no gosto do motociclista brasileiro.
A Honda, líder absoluta em vendas do segmento no Brasil, acumula um histórico impressionante de acertos, mas também já precisou recalcular a rota várias vezes.
Inclusive, de acordo com a Motonline, a marca surpreendeu ao retirar de catálogo a scooter Forza 350, porém o modelo está longe de ser o único a se despedir do público antes da hora.

Fatores como o alto custo de importação, a forte concorrência e o perfil tradicional do consumidor nacional já interromperam a trajetória de excelentes veículos.
Abaixo, listamos as cinco motos da Honda que saíram de linha cedo demais no mercado brasileiro e os motivos que decretaram o fim de cada uma delas.
1. Forza 350 (2022 – 2024):
Lançada globalmente com grande expectativa, a maxi-scooter Forza 350 teve uma passagem bastante curta pelas concessionárias brasileiras.
O modelo chegou para ocupar um espaço premium no portfólio da marca, posicionando-se acima de sucessos como a PCX e a ADV.
- O que oferecia? Excelente acabamento, ótimo desempenho para viagens, boa capacidade de carga embaixo do banco e itens tecnológicos modernos, como para-brisa com ajuste elétrico;
- Por que saiu de linha? O principal obstáculo foi a relação custo-benefício. Por ser importada da Tailândia, a Forza 350 sofria com pesadas taxas cambiais e tributárias. No lançamento, o modelo custava cerca de R$ 47 mil, uma diferença de aproximadamente R$ 15 mil a mais do que sua principal concorrente direta, a Yamaha XMax. O valor elevado acabou afugentando os compradores.

2. SH 150i (2017 – 2021):
A SH 150i é uma das scooters mais vendidas e queridas nas capitais europeias, mas a receita que conquistou o “velho continente” não se repetiu no cenário nacional.
- O que oferecia? Ela entregava um pacote de equipamentos superior ao da própria PCX na época, incluindo iluminação full LED, chave presencial (Smart Key), freios ABS nas duas rodas e rodas de 16 polegadas, ideais para absorver os impactos do asfalto irregular das ruas brasileiras;
- Por que saiu de linha? Apesar das vantagens técnicas, o design com assoalho plano (estilo clássico europeu) não agradou o público local, que preferia a estética mais encorpada e esportiva da PCX. Sem atingir o volume de vendas esperado, a Honda optou por descontinuar o modelo em 2021.

3. CTX 700N (2014):
Com uma proposta ousada de design, a Honda CTX 700N chegou ao Brasil para tentar criar um novo nicho de mercado, misturando o estilo estradeiro com a tecnologia moderna.
O próprio nome resumia o conceito: Comfort, Technology and Experience (Conforto, Tecnologia e Experiência).
- O que oferecia? A moto trazia a posição de pilotagem relaxada e baixa das motos custom, combinada com um motor de dois cilindros herdado da NC 700X, conhecido pelo excelente torque em baixas rotações e baixo consumo de combustível;
- Por que saiu de linha? A mistura de conceitos desagradou os motociclistas mais tradicionais do segmento custom, que faziam questão do visual clássico, acabamento cromado e o ronco característico dos motores em “V”. Com a rejeição do público-alvo, a CTX 700 permaneceu apenas um ano no catálogo nacional.
4. CRF 250L (2013 – 2015):
No início da década passada, a Honda tentou preencher o vazio deixado pela lendária XR 250 Tornado com um produto de especificações globais bem superiores: a trail “raiz” CRF 250L.
- O que oferecia? Era uma legítima moto de uso misto, equipada com motor moderno de arrefecimento líquido, suspensão dianteira invertida de longo curso e um conjunto leve perfeitamente adaptado para o fora de estrada pesado;
- Por que saiu de linha? Mais uma vez, a importação cobrou o seu preço. A CRF 250L chegou às lojas custando quase R$ 20 mil entre 2013 e 2014. Na mesma época, uma XRE 300 nacional com freios ABS era vendida por R$ 14 mil e a concorrente Yamaha Lander saía por R$ 12 mil. A diferença financeira inviabilizou as vendas, embora o modelo continue em linha em outros países da América Latina, como o Chile.
5. Varadero 1000 (2007–2009)
Por fim, antes do segmento de maxi-trails explodir em popularidade no Brasil, a Honda tentou abocanhar uma fatia desse mercado de alta cilindrada trazendo a imponente XL 1000V Varadero para rivalizar diretamente com modelos consagrados como a BMW R 1200 GS.
Com um visual extremamente robusto e focado no conforto de longas viagens, movida por um potente motor de dois cilindros em “V” de 90 cavalos, câmbio de seis marchas e sistema de freios combinados com ABS (um item de extremo luxo para o período).

Por que a Varadero 1000 da Honda saiu de linha no Brasil?
Ainda de acordo com a Mobiauto, a moto sofria com o mesmo fantasma das outras importadas da lista:
- O preço final muito elevado frente à concorrência europeia, que já tinha forte tradição e fábricas locais ou esquemas de montagem mais eficientes no país.
Diante desse cenário, a Varadero teve uma presença discreta de apenas dois anos nas lojas oficiais da marca. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui*
