"Matou": Ana Paula Araújo interrompe BDBR para comunicar perda de jornalistas na Globo

"Matou": Ana Paula Araújo interrompe Bom Dia Brasil para comunicar perda de jornalistas na Globo; veja todos os detalhes

11/08/2025 às 11:23 · Tempo de leitura: 5 minutos

Ana Paula Araújo comunica perda de jornalistas na Globo: "Matou" (Foto: Reprodução/Globoplay)

Ataque de Israel em Gaza: Ana Paula Araújo relata morte de jornalistas no Bom Dia Brasil

Na manhã desta segunda-feira (11), Ana Paula Araújo, âncora do Bom Dia Brasil, interrompeu o telejornal da TV Globo para informar sobre um ataque grave ocorrido em Gaza. Durante o noticiário, ela relatou que o exército de Israel matou cinco jornalistas da emissora Al Jazeera em um bombardeio realizado no domingo (10).

De acordo com informações divulgadas por Israel, entre as vítimas está Anas Al-Sharif, apontado pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) como líder de uma célula do grupo Hamas. Além dele, morreram também Mohammed Qreiqeh, Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal e Moamen Aliwa.

Além disso, Al Jazeera afirmou que todos estavam reunidos em uma tenda de imprensa em frente a um hospital quando foram atingidos.

Em comunicado oficial, o exército israelense declarou: “Anas Al-Sharif atuou como chefe de uma célula terrorista na organização terrorista Hamas e foi responsável por promover ataques de foguetes contra civis israelenses e tropas das IDF”.

Contudo, a emissora nega as acusações e afirma que as alegações contra seu repórter são falsas. Segundo a Al Jazeera, Al-Sharif, de 28 anos, vinha cobrindo intensamente a região norte de Gaza. Em julho, um porta-voz militar israelense já havia publicado um vídeo acusando o jornalista de integrar a ala militar do Hamas acusação que, novamente, a rede de TV contestou.

Ana Paula Araújo fala sobre ataque em Gaza

Assim, durante o Bom Dia Brasil, Ana Paula Araújo destacou que “organizações internacionais condenaram o ataque israelense que matou cinco jornalistas em Gaza”. Portanto, o episódio reacende o debate sobre a segurança de profissionais da imprensa em zonas de conflito e o respeito às convenções internacionais.

Não é a primeira vez que a emissora se torna alvo. Em outubro de 2024, Israel acusou seis jornalistas da Al Jazeera de ligação com o Hamas e a Jihad Islâmica.

Segundo documentos divulgados à época, Anas Al-Sharif estava na lista, junto a outros cinco profissionais, todos apontados como afiliados a grupos extremistas. No entanto, essas informações também negadas pela emissora.

Entretanto, conforme os documentos apresentados, que teriam sido encontrados na Faixa de Gaza, Anas Jamal Mahmoud Al-Sharif, Alaa Abdul Aziz Muhammad Salama, Hossam Basel Abdul Karim Shabat, Ashraf Sami Ashour Saraj, Ismail Farid Muhammad Abu Omar e Talal Mahmoud Abdul Rahman Aruki tiveram sua afiliação militar aos dois grupos extremistas confirmadas.

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