Anatel anuncia o fim do serviço telefônico popular após 54 anos e estabelece 2026 como prazo final
O Brasil vive o encerramento de um serviço que marcou gerações e ajudou a construir a comunicação urbana por décadas. A Agência Nacional de Telecomunicações conduz o processo que determina o fim dos orelhões após 54 anos.
Esses telefones públicos surgem em 1972 e se espalham rapidamente pelas cidades brasileiras. Eles permitem ligações em locais públicos quando o telefone fixo doméstico ainda é raro. Além disso, o serviço garante acesso básico à comunicação para quem não possui linha própria.
Por isso, os orelhões se tornam parte do cotidiano, especialmente em áreas urbanas e regiões mais afastadas.

A Anatel define que a retirada ocorre a partir de 2026, após o fim dos contratos de concessão da telefonia fixa em 2025. Esses contratos obrigam as empresas a manter telefones públicos ativos. No entanto, com o encerramento das concessões, as operadoras ganham autorização para desmontar os aparelhos.
Além disso, a agência explica que a decisão acompanha a evolução tecnológica. Hoje, o celular substitui quase totalmente o telefone público. Por isso, o órgão regulador entende que o serviço perdeu relevância econômica e social na maior parte do país.
A retirada dos orelhões acontece de forma gradual e controlada. A Anatel mantém, no presente, a exigência de funcionamento em locais sem cobertura adequada de telefonia móvel. Essa regra evita que comunidades fiquem sem comunicação por voz.
Além disso, a agência monitora cada região antes de autorizar a remoção total. Por isso, nem todos os aparelhos desaparecem ao mesmo tempo. O processo segue critérios técnicos e sociais, com foco no acesso mínimo à comunicação.
- A retirada começa oficialmente em 2026.
- Cerca de 9 mil orelhões permanecem ativos até 2028.
- Regiões sem sinal móvel mantêm os aparelhos temporariamente.
Por que a Anatel está fazendo isso?
As empresas de telecomunicações executam a retirada conforme a adaptação contratual. A operadora Oi inicia o processo antes das demais, após ajustes aprovados em 2024. Em seguida, Algar, Claro e Telefônica adotam o mesmo caminho em 2025.
Por isso, a remoção ganha ritmo em 2026. Além disso, as empresas concentram investimentos em redes móveis e internet de alta velocidade. Esse movimento reflete a mudança no perfil do consumo de serviços de comunicação.
A decisão da Anatel se apoia no avanço tecnológico. Atualmente, a maioria da população utiliza smartphones para chamadas e mensagens. Além disso, aplicativos substituem ligações tradicionais. Por isso, o custo de manter orelhões supera a demanda real.
A agência também considera a expansão do 4G e do 5G. Essas tecnologias ampliam o acesso à comunicação móvel, inclusive em áreas antes isoladas.
- No auge, o Brasil possui mais de 1,5 milhão de orelhões.
- Em 2025, o país registra cerca de 38 mil aparelhos ativos.
- A queda reflete mudanças no comportamento da sociedade.
Mesmo assim, a Anatel preserva o serviço onde ele ainda importa. Em regiões remotas, o orelhão segue como única opção de chamada. Além disso, o órgão estabelece o prazo máximo de funcionamento até 31 de dezembro de 2028. Esse período garante tempo para a expansão da infraestrutura móvel. Por isso, o fim do serviço ocorre de forma planejada, sem ruptura imediata para populações vulneráveis.
Por fim, o encerramento dos orelhões representa mais que uma decisão técnica. Ele simboliza, no presente, o fim de uma era da comunicação brasileira. Esses aparelhos conectam pessoas antes da internet e do celular.
Além disso, eles marcam o espaço urbano por décadas. Por isso, a retirada desperta memória e debate. No entanto, a transição confirma a adaptação do país às novas formas de comunicação.
