Com câncer no pâncreas, âncora do Jornal da Globo morreu 1 mês após receber diagnóstico
Perda no jornalismo: Relembre a trajetória de um dos mais amados âncoras do Jornal da Globo que faleceu um mês após descobrir câncer.
Âncora do Jornal da Globo morreu de câncer logo após diagnóstico (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Freepik/Globo)
Relembre a trajetória marcante e o desafio da detecção precoce no câncer de um dos jornalistas mais amados que passou pelo Jornal da Globo
O jornalismo brasileiro guarda, em sua cronologia, momentos de profunda comoção que ultrapassam a tela e tocam a memória coletiva de milhares de telespectadores. Entre essas passagens, a trajetória de Eliakim Araújo permanece como um marco de profissionalismo e pioneirismo.
O jornalista, cuja voz e presença foram pilares da televisão nacional por décadas, faleceu em julho de 2016, aos 75 anos, vítima de um câncer de pâncreas.
O falecimento, ocorrido enquanto vivia nos Estados Unidos, causou impacto não apenas pela perda de um comunicador de referência, mas pela velocidade avassaladora com que a doença evoluiu, tornando-se um símbolo trágico da complexidade diagnóstica de certas neoplasias.
Vale destacar que, muito antes de Fátima Bernardes e Bonner, Eliakim Araújo e sua esposa, a também renomada jornalista Leila Cordeiro, formaram o primeiro casal de apresentadores da televisão brasileira a dividir a bancada de um telejornal de grande porte.
Essa configuração, que unia o rigor jornalístico à cumplicidade interpessoal, tornou-se um referencial de estilo e empatia para o público.
Com base em informações do portal Wiki e G1, trazemos abaixo mais detalhes da sua trajetória e como foi sua despedida.
Moldado pela credibilidade
A trajetória de Eliakim Araújo é um testemunho da evolução do jornalismo televisivo no Brasil.
Desde o seu surgimento nos veículos de comunicação na década de 60, Eliakim destacou-se pela sobriedade e capacidade analítica.
Sua carreira foi marcada por passagens estratégicas que definiram os rumos dos principais telejornais do país:
- Entre 1983 e 1989, Eliakim comandou o Jornal da Globo. Ao lado de Leila Cordeiro, ele participou da cobertura de eventos políticos e sociais cruciais durante o período de redemocratização brasileira, estabelecendo novos padrões de ancoragem;
- De 1989 a 1992, o casal assumiu o Jornal da Manchete. Foi um período emblemático, durante o qual Eliakim conduziu passagens marcantes no país, inclusive alguns dos primeiros debates após a ditadura militar, um marco histórico para o fortalecimento das instituições democráticas;
- Após passagens pelo SBT e pela CBS Telenotícias, Eliakim reafirmou seu prestígio no mercado internacional. Sua capacidade de transitar entre diferentes formatos e públicos fez dele uma das figuras mais versáteis e respeitadas da história da comunicação brasileira.
Por que o câncer de pâncreas é um dos mais complicados?
O câncer de pâncreas é amplamente reconhecido pela literatura médica como uma das neoplasias mais desafiadoras.
Por ser uma doença, em grande parte, assintomática em seus estágios iniciais, o diagnóstico tende a ocorrer tardiamente, quando o tumor já alcançou estágios avançados.
No caso de Eliakim, o diagnóstico foi seguido por uma evolução clínica extremamente veloz, culminando em seu falecimento cerca de um mês após a confirmação do quadro e o início das intervenções terapêuticas, o que serve como um alerta contínuo sobre a necessidade de avanços em protocolos de rastreio e a importância da conscientização pública quanto aos exames de rotina.
Como ficou Leila Cordeiro após a morte de Eliakim?
A perda de Eliakim Araújo deixou um vazio na esfera pública e, de forma ainda mais profunda, na vida pessoal de Leila Cordeiro.
Com trinta e dois anos de uma união marcada pelo companheirismo e pelo compartilhamento das mesmas paixões profissionais, Leila enfrentou o luto como um processo de ressignificação.
Inclusive, durante o ano de 2025, por meio de uma postagem nas redes sociais, a jornalista destacou a dignidade com que Eliakim enfrentou o desfecho de sua vida e como as memórias dessa união harmoniosa servem, até os dias atuais, como fonte de força.
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