Banido das cozinhas: ANVISA proíbe azeite popular e deixa donas de casa em alerta
ANVISA proíbe todos os lotes de um azeite vendido na internet após risco à saúde. Confira se você tem uma garrafa desta marca.
ANVISA proibiu azeite popular após risco (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva)
ANVISA acaba de proibir todos os lotes de um azeite famoso vendido na internet por origem desconhecida e risco à saúde; Confira se você tem uma garrafa desta marca em casa
Presente na mesa do brasileiro e símbolo de alimentação saudável, o azeite de oliva ocupa um espaço quase obrigatório nas cozinhas do país. No entanto, por trás de rótulos atrativos e preços competitivos, práticas irregulares continuam colocando consumidores em risco.
Foi justamente esse cenário que levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a agir novamente, ao determinar a retirada imediata de um azeite amplamente divulgado no comércio eletrônico, banindo-o de todas as cozinhas e restaurantes do país.
A proibição
De acordo com o portal G1, o governo federal proibiu a venda de todos os lotes do azeite da marca Terra das Oliveiras, conforme decisão publicada noDiário Oficial da União nesta última quinta-feira (22).
A medida foi adotada pela Anvisa após a constatação de origem desconhecida do produto, o que inviabiliza qualquer garantia sobre sua composição, procedência e segurança para consumo.
Com a decisão, a Anvisa proibiu a sua circulação em todo o território nacional.
Perigo na internet!
Durante a apuração, a ANVISA identificou a comercialização do azeite Terra das Oliveiras em uma plataforma de marketplace amplamente utilizada no Brasil.
Mesmo após a publicação da decisão, anúncios do produto ainda chegaram a ser localizados, nas versões de 500 ml e 1 litro, o que reforçou a necessidade de uma atuação rápida do poder público.
Posteriormente, a plataforma informou que removeu os anúncios assim que tomou conhecimento da determinação sanitária.
Origem desconhecida:
Além da incerteza sobre a origem do azeite, a Anvisa destacou um agravante relevante.
A empresa responsável pela importação do produto, JJ – Comercial de Alimentos Limitada, teve seu CNPJ extinto por encerramento e liquidação voluntária em 8 de janeiro de 2025, conforme registros da Receita Federal.
Esse dado compromete ainda mais a rastreabilidade do produto e reforça a impossibilidade de responsabilização sanitária adequada, uma vez que a empresa formalmente deixou de existir antes mesmo da decisão publicada em 2026.
Logo, do ponto de vista regulatório e institucional, a marca Terra das Oliveiras não possui reconhecimento formal junto aos órgãos de fiscalização sanitária e agrícola.
Não há registros públicos que indiquem atuação regular como produtora, importadora ou distribuidora habilitada no setor de azeites no Brasil.
Isso significa que, apesar da circulação comercial e da aparência de produto confiável, a marca não apresenta relevância institucional reconhecida, tampouco histórico comprovado de conformidade com as normas brasileiras de segurança alimentar.
Houve manifestação da empresa?
Ainda de acordo com o G1, ao entrar em contato com a Terra das Oliveiras para solicitar posicionamento sobre a proibição determinada pela ANVISA, não houve resposta da empresa.
No entanto, o espaço segue aberto para manifestação.
Nota oficial da plataforma de vendas
Já a plataforma onde o produto era comercializado informou, em nota, que mantém o compromisso de oferecer uma experiência de compra segura aos usuários.
Segundo a empresa, todos os lojistas precisam cumprir a legislação brasileira e as políticas internas de produtos proibidos e restritos.
A empresa afirmou ainda que, assim que tomou conhecimento da decisão da Anvisa, removeu prontamente os anúncios relacionados ao azeite Terra das Oliveiras.
A plataforma destacou que realiza monitoramento contínuo e adota medidas imediatas sempre que identifica produtos que violam normas regulatórias.
Azeite segue no centro das fraudes alimentares no Brasil:
A proibição do azeite Terra das Oliveiras se soma a um cenário preocupante. Somente em 2025, o governo federal baniu ou restringiu 25 marcas de azeite em ações conjuntas da ANVISA e do Ministério da Agricultura.
As análises realizadas pelas autoridades identificaram, em diversos casos:
- Mistura com óleos vegetais de outras espécies;
- Falsificação da composição;
- Irregularidades na rotulagem;
- Ausência de licenciamento sanitário;
- Importação e distribuição por empresas sem CNPJ válido;
- Incerteza quanto à origem e ao processo produtivo.
Essas práticas configuram fraude alimentar e tornam os produtos impróprios para consumo.
O que o consumidor de azeite deve fazer?
A ANVISA e o Ministério da Agricultura orientam que:
- O consumo do produto seja interrompido imediatamente;
- O consumidor solicite substituição ou reembolso, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor;
- Denúncias sobre venda de produtos proibidos sejam registradas nos canais oficiais do governo.
Como identificar um azeite “fake” antes de comprar?
- Preço milagroso: Azeite extravirgem legítimo tem custo de produção alto. Se o preço estiver muito abaixo da média de mercado, desconfie;
- Rótulo incompleto: Verifique se o endereço do fabricante/importador existe no Google Maps.
- O teste do congelador: Azeite de oliva puro tende a solidificar (ficar turvo e pastoso) no congelador. Óleos vegetais comuns permanecem líquidos.
Vender azeites fraudados constitui infração sanitária grave, e a justiça responsabilizará administrativa e legalmente os estabelecimentos que insistirem na venda
A Anvisa reforça que mantém ações permanentes de fiscalização para coibir fraudes alimentares e proteger a saúde pública.
Por fim, o caso do azeite Terra das Oliveiras evidencia a importância da atenção redobrada do consumidor e da atuação integrada entre órgãos reguladores, especialmente diante do crescimento das vendas on-line de alimentos.
Mas, para mais casos como esse, clique aqui*.
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