Nova atualização em lei trabalhista prepara 10 dias extras de folga à lista de CLTs em 2026

Câmera dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta gradualmente a licença-paternidade aos trabalhadores

16/01/2026 às 14:55 · Tempo de leitura: 4 minutos

Carteira de trabalho e sala de estar (Fotos: Canva)

Senado deve aprovar nova lei que aumenta gradualmente a licença-paternidade

Uma nova atualização na legislação trabalhista avança no Congresso e promete ampliar o período de folga para pais trabalhadores com carteira assinada (CLT). No dia 11 de novembro, a Câmera dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta gradualmente a licença-paternidade.

Atualmente, a licença-paternidade é de cinco dias. Mas, caso o projeto avance, as folgas poderão chegar até 20 dias nos próximos anos.

A votação ocorreu de forma simbólica, sem registro individual de votos. Como o texto sofreu alterações na Câmera, a proposta agora retorna ao Senado.

De acordo com o texto aprovado e informações do portal G1, a ampliação da licença será feita de forma progressiva ao longo de quatro anos.

Caso aprovada, nos dois primeiros anos de vigência da nova lei, os pais terão direito a 10 dias de licença-paternidade.

No terceiro ano, o período subirá para 15 dias, até alcançar 20 dias no quarto ano.

No entanto, a aplicação do. prazo máximo de 20 dias depende do cumprimento das metas fiscais do governo federal.

Caso essas metas não sejam atingidas no segundo ano de vigência da lei, a licença de 20 dias só passará a valer no segundo exercício financeiro após o cumprimento das exigências fiscais.

Aumento na licença-paternidade

Inicialmente, o relator do projeto, o deputado federal Pedro Campos, havia proposta uma licença-paternidade de 30 dias.

Porém, preocupações relacionadas ao impacto financeiro na Previdência Social, responsável pelo pagamento do benefício, levaram os parlamentares a reduzir o período máximo para 20 dias.

Além disso, o texto ainda prevê um aumento de 1/3 no período de licença quando o filho tiver alguma deficiência.

O projeto também garante estabilidade provisória no emprego, proibindo que a empresa demita o trabalhador sem justa causa durante a licença e até um mês após o seu término.

O direito a licença-paternidade está previsto na Constituição desde 1988, mas a nova proposta busca atualizar a legislação e ampliar a participação dos pais nos cuidados com os filhos nos primeiros dias de vida.

A ampliação da norma beneficia trabalhadores com carteira assinada (CLT), trabalhadores avulsos e também microempreendedores individuais (MEIs).

Benefícios da mudança

Por fim, a ampliação da licença-paternidade representa um avanço importante na legislação trabalhista e nas relações familiares, pois fortalece a presença do pai nos primeiros dias de vida da criança.

A mudança também contribui para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades entre mães e pais, reduzindo a sobrecarga materna e incentivando a participação ativa do homem nos cuidados do bebê.

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