Banco Central: Quais cédulas do Real estão saindo de circulação?

Banco Central alerta brasileiros sobre quais cédulas do Real estão saindo de circulação e explica o que fazer para evitar prejuízos

24/06/2026 às 17:15 · Tempo de leitura: 7 minutos

Banco Central - Cédulas (Foto: Montagem/TV Foco)

Banco Central alerta brasileiros sobre quais cédulas do Real estão saindo de circulação e explica o que fazer para evitar prejuízos

O avanço dos pagamentos digitais mudou a forma como os brasileiros usam o dinheiro no dia a dia. Ferramentas como o Pix reduziram a necessidade de carregar notas na carteira e diminuíram a circulação de dinheiro em espécie em diversas regiões do país.

Em meio a essa transformação, o Banco Central iniciou um processo gradual de recolhimento de cédulas antigas do Real, uma medida que gerou dúvidas entre consumidores e despertou a atenção de quem ainda guarda notas emitidas nas primeiras décadas da moeda brasileira. Apesar da movimentação, a decisão não significa o fim do dinheiro em papel nem a perda de valor das notas antigas.

Na prática, o objetivo é modernizar o meio circulante e retirar de circulação cédulas que já apresentam desgaste após muitos anos de uso.

Banco Central confirma retira de cédulas do real de circulação (Foto: Divulgação)

O processo envolve as notas conhecidas como integrantes da chamada Primeira Família do Real. Elas começaram a circular logo após a criação da moeda, em 1994, durante a implementação do Plano Real. Essas cédulas permaneceram em uso por décadas e foram gradualmente substituídas pela Segunda Família do Real, lançada a partir de 2010 com novos elementos de segurança e tamanhos diferentes para cada valor.

Segundo orientações divulgadas pelo Banco Central, as instituições financeiras passaram a recolher essas notas antigas quando elas retornam ao sistema bancário por meio de depósitos, pagamentos ou outras operações. Depois disso, elas não voltam mais para circulação.

As cédulas que entram nesse processo de recolhimento incluem as notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100 da Primeira Família do Real. Também está incluída a nota comemorativa de R$ 10 produzida em polímero, um tipo de plástico especial lançado no ano 2000 para celebrar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.

Muitas dessas cédulas já ultrapassaram 20 ou até 30 anos de circulação, o que explica o desgaste observado em boa parte delas.

Banco Central traz anúncio sobre cédulas (Foto: Divulgação)

Uma das principais dúvidas dos brasileiros envolve a validade dessas notas. O Banco Central esclareceu que todas continuam valendo normalmente. Quem possui uma dessas cédulas pode utilizá-la para fazer pagamentos, receber troco ou realizar depósitos bancários sem qualquer problema.

Não existe prazo para que a população troque essas notas e também não há punição para quem continua guardando ou utilizando o dinheiro antigo. O recolhimento acontece de forma gradual, à medida que as cédulas retornam aos bancos.

Outro ponto importante diz respeito ao motivo da retirada. Embora o crescimento do Pix tenha reduzido a circulação de dinheiro físico, o Banco Central afirma que o principal motivo para o recolhimento está relacionado ao desgaste natural das notas. Cédulas muito antigas costumam apresentar rasgos, manchas, desbotamento e perda de elementos de segurança.

Essas condições dificultam a identificação de autenticidade e podem causar problemas em caixas eletrônicos, máquinas contadoras e equipamentos utilizados por bancos e empresas.

Vale lembrar que o Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020. Ele permite transferências e pagamentos em poucos segundos, durante 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

A popularização desse sistema contribuiu para a redução do uso de dinheiro em espécie em diversas situações do cotidiano, mas não eliminou a necessidade do papel-moeda. Muitas pessoas ainda utilizam notas para pequenas compras, pagamentos em locais sem internet ou em regiões onde o acesso aos meios digitais permanece mais limitado.

Banco Central – Pix (Foto: Divulgação)

O Banco Central também destacou que a substituição das notas antigas faz parte de um processo de modernização. As cédulas mais recentes possuem recursos de segurança mais avançados, como marcas táteis para pessoas com deficiência visual, elementos visíveis sob diferentes condições de iluminação e tecnologias que dificultam falsificações. Além disso, a Segunda Família do Real utiliza tamanhos diferentes para cada valor, facilitando a identificação das notas pelos usuários.

Quem encontrar uma nota antiga guardada em casa não precisa correr até uma agência bancária. O Banco Central informou que essas cédulas continuam com poder de compra e permanecem aceitas normalmente.

Caso sejam depositadas ou entregues a um banco, elas poderão ser recolhidas e substituídas por exemplares mais novos, mas isso não afeta o valor do dinheiro. O processo ocorre de forma silenciosa e gradual, sem necessidade de qualquer ação imediata por parte da população.

Nos últimos anos, o Banco Central acompanhou uma mudança histórica nos hábitos financeiros dos brasileiros. O crescimento dos pagamentos digitais, aliado à modernização das cédulas, acelerou a retirada das notas mais antigas do sistema. Ainda assim, o dinheiro em papel continua fazendo parte da economia nacional.

O que está acontecendo não é o fim das cédulas do Real, mas sim a substituição gradual de exemplares lançados há décadas por versões mais modernas, seguras e adequadas às necessidades atuais do sistema financeiro brasileiro.

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