Muito além do colapso do Banco Master: Entenda como as consequências da falência de dois bancos financeiros, decretada pelo Banco Central

Nos últimos três meses, o sistema bancário brasileiro, embora conhecido pela sua robustez regulatória, enfrentou episódios severos de ruptura que abalaram a confiança de investidores de grandes instituições.

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Inclusive, antes mesmo do colapso vir à tona, ainda em maio de 2025, o Banco Master passou a demonstrar instabilidade, o que acabou culminando na sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central ainda em novembro de 2025 – Conforme podem ver por aqui*.

No entanto, além do Banco Master, dois grandes bancos tiveram, de fato, a sua falência decretada pelo Banco Central e muito provavelmente você nem sabe.

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De meados de fevereiro de 2023 a março de 2024, tanto a BRK Financeira quanto a Portocred tiveram esse triste desfecho.

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Sendo assim, com base em informações do portal Wiki, CNN e G1, trazemos abaixo esses dois casos e em que pé está a situação do Banco Master neste início de 2026.

Caso 1: BRK Financeira

Conforme mencionamos acima, a liquidação da BRK Financeira ocorreu em fevereiro de 2023 e gerou um dos maiores acionamentos da história do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

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Na altura, a instituição apresentava um desequilíbrio patrimonial incurável na visão do regulador.

Contudo, a defesa da BRK sustentou veementemente que o Banco Central agiu de forma precipitada.

Os controladores alegaram que existiam negociações avançadas para um aporte de capital estrangeiro que teria saneado as contas.

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Além disso, a administração defendeu que a crise de liquidez era um reflexo temporário da alta da Selic.

A qual, inclusive desvalorizou os títulos em carteira pela marcação a mercado.

Apesar destas alegações, a situação degenerou e,em 7 de março de 2024, foi decretada a autofalência da instituição.

Logo após o administrador concluir que os ativos remanescentes eram insuficientes para cobrir as dívidas.

O que acabou deixando milhares de investidores dependentes exclusivamente da cobertura do FGC.

Para saber ver a sua situação na íntegra, clique aqui*.

Caso 2: A Portocred

Na mesma época da queda da BRK, a Portocred S.A. também teve as suas atividades encerradas pelo Banco Central.

A instituição focava-se no crédito a pessoas singulares e financiamentos, e a sua liquidação foi justificada por violações graves às normas de exposição de risco.

Em sua defesa, a Portocred alegou que o Banco Central aplicou um rigor excessivo na reclassificação da sua carteira de crédito, transformando créditos potencialmente recuperáveis em perdas imediatas no balanço.

Além disso, a diretoria da Portocred alegou que estava em curso um plano de reestruturação operacional que visava reduzir custos e que a interrupção abrupta das operações impediu a recuperação de ativos, prejudicando o valor final que seria devolvido aos credores.

Ambas as instituições, BRK e Portocred, partilhavam a narrativa de que o regulador não permitiu o tempo necessário para que as medidas de recuperação privada surtissem efeito.

Para saber ver a situação da Portocred na íntegra, clique aqui*.

Mas o que está acontecendo com o banco Master?

Conforme mencionamos, o Banco Master está passando por um processo de liquidação extrajudicial decretado pelo Banco Central (BC) em 18 de novembro de 2025.

Inclusive, o caso é considerado um dos maiores escândalos financeiros recentes do Brasil devido ao impacto bilionário e ao envolvimento de diversas instituições. 

O que se sabe até aqui?

  • Liquidação do Will Bank: De acordo com o G1, em 21 de janeiro de 2026, o BC decretou a liquidação da Will Financeira (Will Bank), o banco digital que integrava o conglomerado do Master. A medida ocorreu após a instituição não honrar pagamentos devidos à Mastercard;
  • Investigações de fraude: A Polícia Federal estima uma fraude de aproximadamente R$ 12 bilhões, envolvendo a manipulação de papéis vendidos a bancos públicos (como o BRB) e o uso de fundos para ocultar beneficiários finais;
  • Pressão no congresso: Parlamentares estão coletando assinaturas para instalar uma CPMI do Banco Master, com foco em investigar a relação do banco com fraudes em empréstimos consignados do INSS;
  • Pagamentos pelo FGC: O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já recebeu cerca de 600 mil pedidos de ressarcimento de um total de 800 mil credores. A expectativa é que muitos investidores só consigam reaver seus valores ao longo de 2026;
  • Polêmica no judiciário: O caso gerou tensões no Supremo Tribunal Federal (STF) devido à atuação de escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros na defesa da instituição. 

Para orientações sobre o ressarcimento de investimentos:

  • Os clientes devem acompanhar as atualizações no site oficial do Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
  • Utilizar o aplicativo da entidade para solicitar a garantia (limite de R$ 250 mil por CPF/CNPJ).

O que os clientes Will precisam fazer imediatamente?

  • Cartões bloqueados: Primeiramente, pare de usar o cartão Will imediatamente; as transações serão negadas;
  • Salário no Will? Comunique seu RH agora para alterar a conta de depósito, ou seu próximo pagamento ficará retido na massa falida;
  • App FGC: Baixe o aplicativo oficial do Fundo Garantidor de Créditos. É por lá que você solicitará o ressarcimento (limite de R$ 250 mil);
  • Dívidas não somem: Por fim, mesmo diante dessa situação, se você deve faturas ou empréstimos, continue separando o dinheiro. O liquidante informará em breve para qual conta os pagamentos devem ser feitos.

Mas, para saber mais informações sobre outras redes, clique aqui*.