Banco Central informa o que faz as notas de Real perderem o valor

Dinheiro jogado fora? Confira o alerta do Banco Central sobre os erros no manuseio que fazem as suas notas de Real perderem a validade hoje.

01/07/2026 às 08:45 · Tempo de leitura: 7 minutos

Ilustração de mulher assustada/dinheiro/Banco Central (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Canva/Tv Foco/BC)

Entenda os critérios rígidos do Banco Central sobre a desvalorização física do dinheiro e saiba o que fazer

A integridade física dos valores em cédulas de Real determina diretamente a aceitação e a longevidade do dinheiro no mercado nacional. Mas, embora muitos cidadãos acreditem que o valor de uma cédula dependa apenas dos números impressos em sua face, o Banco Central emitiu, por meio de um comunicado em seu portal oficial, alertas apontando que o manuseio negligente acelera a perda de valor do dinheiro físico.

Práticas cotidianas podem acabar com os elementos de segurança das notas, forçando o descarte precoce e onerando os cofres públicos com custos bilionários de reposição.

Para além do prejuízo logístico e fiscal ao Tesouro Nacional, o portador de uma nota severamente danificada enfrenta resistência imediata no comércio varejista e em terminais de autoatendimento.

A autarquia adverte que a descaracterização do meio de pagamento remove sua fluidez circulatória, transformando o patrimônio pessoal em um ativo de circulação restrita ou nula até que passe por análise oficial.

Banco Central do Brasil (Foto: Reprodução/Internet)

Os gatilhos invisíveis da desvalorização física

O processo de degradação das cédulas de Real decorre de fatores mecânicos e químicos que rompem as defesas do papel-moeda, composto majoritariamente por fibras de algodão:

  • Amassada demais: Dobrar excessivamente ou transformar o dinheiro em esferas compactas causa o rompimento definitivo das fibras de algodão. Esse enfraquecimento estrutural gera microfissuras nas bordas, evoluindo para rasgos que reduzem a área útil da nota;
  • Produtos químicos: Tentar higienizar o dinheiro com álcool, sabão ou alvejantes dissolve as camadas de verniz protetor. A reação química remove a fluorescência e desintegra itens essenciais de validação, retirando a eficácia comercial imediata do papel;
  • Jamais use ferro de passar: Submeter a nota ao calor do ferro altera a composição das tintas reativas e derrete as faixas poliméricas de segurança presentes nas denominações mais altas, invalidando o reconhecimento por sensores ópticos bancários.

Grau de danos:

O Banco Central também estabelece critérios específicos de triagem para definir o destino e o valor residual de cada cédula atingida por avarias:

  • Cédulas Inadequadas: Notas que apresentam desgaste pelo uso contínuo, rabiscos, marcas de fita adesiva ou rasgos sutis, mas que retêm mais da metade de seu tamanho original. Possuem valor de face e devem ser recolhidas pela rede bancária para destruição;
  • Cédulas dilaceradas: Notas que sofreram destruição parcial, exibindo fragmentação severa, mas que ainda reúnem mais de 50% de seu volume em um único pedaço contínuo. Mantêm o valor e necessitam de substituição em balcão bancário;
  • Cédulas destruídas (sem valor): Fragmentos que não alcançam metade do tamanho original de uma nota ou que perderam completamente as marcas e elementos de segurança. Estas não possuem validade comercial e dependem de perícia técnica do Banco Central.
Notas manchadas ou rasgadas podem perder o valor dependendo do nível da degradação (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Canva/GMN)

O que o cidadão deve fazer caso a nota em Real sofra algum acidente?

Caso o cidadão se depare com dinheiro que sofreu acidentes domésticos, a adoção do protocolo oficial da autoridade monetária impede a perda do poder de compra:

  • Secagem passiva à sombra: Se o dinheiro for molhado acidentalmente, a recomendação consiste em estendê-lo em ambiente seco e protegido da luz solar direta, evitando o ressecamento que torna o papel quebradiço;
  • Encaminhamento à rede bancária: Notas rasgadas, coladas ou com inscrições gráficas devem ser depositadas ou trocadas diretamente nas agências dos bancos comerciais. As instituições financeiras possuem a obrigação legal de receber esses fragmentos e remetê-los ao Banco Central.

O cidadão pode acompanhar os decretos regulatórios, instruções de segurança e atualizações sobre o meio de pagamento por meio da página oficial do Banco Central do Brasil.

A manutenção do papel-moeda em compartimentos rígidos e alinhados prolonga a circulação do meio de troca, garantindo transações seguras.

O respeito às normas de conservação atua como um mecanismo de responsabilidade fiscal individual, reduzindo a demanda por novas impressões e assegurando a eficiência do sistema econômico nacional.

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