Nubank, Itaú e mais cientes: Informe do Banco Central entrega o que bloqueia o PIX hoje (8)

Banco Central informa o que causa bloqueio no PIX (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/GMN/BC/Logos)
Pix bloqueado? Entenda o comunicado do Banco Central sobre o bloqueio que está atingindo contas do Nubank, Itaú e BB hoje (8)
Conforme até já mencionamos em matérias anteriores, a agilidade do Pix, ao mesmo tempo que é uma facilidade, levanta alguns alertas quanto ao uso da ferramenta por criminosos para aplicar golpes. Até por isso, ela é acompanhada por um rigoroso sistema de vigilância, desenvolvido pelo Banco Central, que pode, em questão de segundos, interromper o fluxo de uma transação.
Um deles é chamado de bloqueio cautelar e funciona como uma ferramenta de defesa que instituições como Nubank, Itaú, Bradesco e Banco do Brasil não apenas estão cientes, como fazem uso para paralisar valores sob suspeita de irregularidade, garantindo que o dinheiro não desapareça antes de uma verificação detalhada.
A fim de explicar detalhadamente como esse sistema funciona, trazemos abaixo um informe do Banco Central, o qual entrega o que causa esse bloqueio do PIX.

Além disso, deixamos claro que essa medida não se trata de um erro do sistema, mas de uma camada de proteção preventiva para conter a velocidade de golpes e fraudes financeiras.
Mas, afinal, por que o dinheiro “trava”?
Primeiramente, o bloqueio cautelar ocorre no momento em que o dinheiro chega à conta do destinatário.
Diferente de um bloqueio judicial, ele atinge apenas o valor daquela transação específica, mantendo o restante do saldo da conta livre para uso.
Vale destacar também que cada banco possui seu próprio motor de análise.
O bloqueio é acionado quando o algoritmo detecta comportamentos atípicos, como um recebimento de valor muito superior à renda declarada, múltiplas transferências em curtíssimo espaço de tempo ou movimentações que coincidem com padrões de “contas de passagem” (usadas por criminosos para pulverizar dinheiro roubado).
MAS ATENÇÃO! É importante ressaltar que o bloqueio é uma decisão da instituição recebedora. O Banco Central fornece as diretrizes, mas o banco de destino é quem aplica a trava com base em seus protocolos de segurança.
Como funcionam os prazos e procedimentos de análises?
Uma vez retido, o valor entra em uma “quarentena” para investigação:
- Duração: O prazo máximo regulamentar é de até 72 horas. Durante este período, o banco analisa a origem do recurso e o histórico das partes envolvidas;
- Notificação: O usuário deve ser comunicado imediatamente pelo aplicativo, SMS ou push. Mensagens como “Pix em análise” ou “Valor aguardando verificação de segurança” são os avisos padrão;
- Resultado: Se a fraude for confirmada, o valor é estornado para o pagador. Caso a transação seja considerada legítima, o saldo é liberado automaticamente para o recebedor.

Como evitar o bloqueio do PIX?
Embora o bloqueio seja preventivo e dependa do banco, o usuário pode adotar posturas que reduzem a fricção com os algoritmos de segurança:
- Mantenha o perfil: Primeiramente, evite usar contas pessoais para fins comerciais intensos sem a devida atualização cadastral. Além disso, movimentações previsíveis raramente caem na malha fina;
- Documentação em mãos: Se o valor for referente a uma venda legítima (como um carro ou imóvel), mantenha o contrato ou recibo acessível. Inclusive, algumas instituições permitem o envio desses comprovantes pelo próprio chat do app para agilizar a liberação;
- Opção de devolução: Por fim, se você recebeu um valor por engano e ele foi bloqueado, o sistema permite que você realize a devolução do Pix mesmo durante a análise cautelar, encerrando a pendência imediatamente.
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