Após detectar infestação de baratas, a Vigilância Sanitária interdita cozinha popular na orla da praia de SC em 2026
A Vigilância Sanitária interditou uma cozinha clandestina na orla de Canasvieiras, em Florianópolis, após identificar uma infestação de baratas e práticas graves contra a segurança alimentar.
A ação ocorreu agora em janeiro de 2026 durante a operação Ordem na Orla. O trabalho reuniu equipes da Secretaria de Segurança e Ordem Pública, Guarda Municipal, Polícia Militar e fiscalização ambiental.

A cozinha funcionava como ponto de apoio para dezenas de carrinhos ambulantes que atuavam na faixa de areia. As equipes flagraram um cenário que colocou em risco moradores e turistas em plena alta temporada.
Durante a vistoria, os fiscais encontraram alimentos armazenados de forma completamente irregular. Agentes localizaram frango cru dentro de baldes sem refrigeração. Molhos permaneciam fora de qualquer controle térmico. Alimentos ficavam espalhados pelo chão e até debaixo de camas. Além disso, baratas circulavam livremente pelo ambiente.
Segundo a Vigilância Sanitária, a situação representou risco imediato à saúde pública. Por isso, os agentes interditaram o local no mesmo momento.
A Vigilância Sanitária interditou apenas a cozinha?
As equipes também apreenderam 54 carrinhos ambulantes ligados à cozinha clandestina. Todos operavam sem alvará e sem autorização para venda de alimentos na orla. A fiscalização destacou que nenhum dos responsáveis apresentou documentação mínima.
Conforme relataram os agentes, a estrutura abastecia diariamente vendedores que atuavam diretamente com banhistas. Dessa forma, o problema ultrapassou uma irregularidade isolada e ganhou dimensão coletiva.
Além disso, a Vigilância Sanitária reforçou que baratas atuam como vetores de bactérias perigosas. Esses insetos transportam micro-organismos capazes de causar infecções alimentares graves. Portanto, a presença deles em áreas de manipulação inviabiliza qualquer atividade.
Técnicos ressaltaram que o armazenamento inadequado acelera a proliferação de agentes patogênicos. Assim, a interdição seguiu protocolos previstos na legislação sanitária.
No meio da fiscalização, os agentes detalharam os principais problemas encontrados no local.
- Alimentos crus e prontos misturados no mesmo espaço.
- Ausência total de refrigeração adequada.
- Presença constante de baratas na área de preparo.
- Armazenamento de comida sob camas e no chão.
- Falta de alvará e de qualquer licença sanitária.
Por fim, a interdição reforçou a importância da fiscalização contínua em áreas públicas. A presença de baratas e alimentos mal conservados evidenciou riscos reais à saúde coletiva. Assim, as autoridades defenderam a atuação preventiva como única forma de proteger consumidores.
A operação Ordem na Orla seguirá como estratégia permanente para garantir segurança alimentar nas praias de Santa Catarina.
