Informe do Banco Central deve ser lido por clientes com cartões de crédito Nubank, Itaú e mais hoje (04/03)

Alerta do Banco Central atinge quem tem cartões de crédito do Itaú, Nubank e mais (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Canva/Lennita/Internet)
Alerta do Banco Central: Clientes do Nubank, Itaú e outros bancos precisam saber o que fazer para proteger suas contas e evitar cair em armadilhas digitais
Não é nenhuma novidade que a segurança do seu patrimônio digital exige uma vigilância constante, especialmente em um cenário onde as táticas de fraude evoluem na mesma velocidade da tecnologia.
Pensando nisso, um informe do Banco Central, o qual deve ser lido agora por clientes que fazem uso de cartões de crédito das principais financeiras e bancos como Nubank, Itaú e mais, traz um alerta pertinente sobre essa situação.
Inclusive, vale destacar que o BC atualizou as diretrizes de proteção contra a crescente onda de crimes cibernéticos.
Em um comunicado que prioriza a prevenção, o órgão detalhou como as quadrilhas estão se infiltrando na rotina de usuários de grandes instituições para realizar saques e compras indevidas, reforçando que o conhecimento é a barreira mais sólida entre o seu dinheiro e o criminoso.
Ou seja, independente de você utilizar um banco tradicional ou uma fintech, a responsabilidade com os dados sensíveis define a preservação do seu limite de crédito.
A anatomia do crime:
Em suma, a maior parte dos prejuízos atuais não ocorre por falhas nos sistemas de segurança dos bancos, mas por manipulação psicológica.
O chamado “golpe da falsa central” lidera as estatísticas de reclamações:
- Primeiramente, o criminoso liga para o cliente fingindo ser um funcionário do setor de segurança do Nubank, Itaú ou de outras bandeiras;
- Eles utilizam tons de urgência, alegando que uma compra de valor alto acaba de ser retida por suspeita de fraude;
- Sob pressão, a vítima acaba fornecendo senhas, códigos de verificação (SMS/Token) ou até realizando transferências para “contas de segurança” que, na verdade, pertencem aos golpistas.
No entanto, nenhuma instituição financeira solicita senhas, tokens ou o envio de cartões físicos por motoboy.
O que o cliente deve fazer após identificar uma fraude bancária?
Se você percebeu uma transação suspeita na sua fatura hoje, o tempo é o seu maior inimigo. O Banco Central estabelece um rito obrigatório para aumentar as chances de ressarcimento e bloqueio dos valores:
- Bloqueio imediato: Utilize o aplicativo oficial do seu banco para congelar o cartão antes mesmo de ligar para o atendimento;
- Contato com o emissor: Comunique formalmente o banco (Nubank, Itaú, Bradesco, etc.) sobre o ocorrido. Anote o número do protocolo, pois ele é a sua garantia jurídica;
- Boletim de Ocorrência (B.O.): Registre a queixa na Polícia Civil, preferencialmente por meio das delegacias virtuais. O B.O. é um documento indispensável para as análises de contestação;
- Acione a credenciadora: Sempre que possível e em caso de compra presencial, informe a empresa responsável pela “maquininha” onde a compra foi passada. Elas possuem o poder de reter o repasse do dinheiro para o lojista fraudulento.
Um último recurso:
Mas, caso o seu banco apresente uma resposta insatisfatória ou negue o ressarcimento em situações de fraude comprovada, o cidadão deve registrar uma reclamação oficial diretamente no portal do Banco Central.
Embora o BC não resolva casos individuais de forma direta como um tribunal, ele utiliza essas reclamações para pressionar as instituições financeiras a cumprirem prazos e aprimorarem seus filtros de segurança.
Além disso, bancos com altos índices de reclamação sofrem punições administrativas e perdem posições no ranking de confiabilidade do órgão.
O que eu devo fazer para não cair em golpes bancários?
Para manter seus cartões protegidos, siga estas quatro regras de ouro reforçadas pelo informe de hoje:
- Desconfie de links: Nunca clique em links de SMS ou e-mails que peçam para “atualizar cadastro” ou “desbloquear conta”;
- Canais oficiais: Se receber uma ligação suspeita, desligue e ligue você mesmo para o número que consta no verso do seu cartão físico;
- Cartão virtual: Utilize cartões virtuais temporários para compras em sites desconhecidos. Eles expiram após o uso, impedindo cobranças futuras;
- Limites diários: Ajuste seus limites de transação no aplicativo. Mantenha valores baixos para o dia a dia e aumente apenas no momento de uma compra específica.
Por fim, o seu banco nunca vai pedir para você transferir dinheiro para uma “conta de segurança” ou pedir que você entregue seu cartão físico a um motoboy. Se pedirem isso, desligue imediatamente!
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