Cláudio Castro sanciona nova lei de trânsito no RJ que transforma regras e impõe proibição capaz de alterar o funcionamento das blitzes já em 2025
Cláudio Castro sancionou a Lei 10.900/2025 e mudou de forma profunda a maneira como o Rio de Janeiro vai conduzir blitzes ainda em 2025. O governo apresentou o Estatuto das Blitzes como uma resposta direta a reclamações antigas de motoristas e especialistas que apontavam falta de padronização nas fiscalizações.
Contudo, o texto surgiu para criar regras claras e acabou trazendo mudanças que mexem com o trabalho de diferentes órgãos. As primeiras diretrizes já provocaram debates porque alteram atribuições e impõem limites inéditos às operações de rua.

A nova lei apresentou um conjunto de exigências que tenta imprimir mais transparência às blitzes. Porém, as operações passam a seguir um roteiro obrigatório que inclui planejamento prévio e comunicação interna detalhada.
Além disso, o governo explicou que essa estrutura pretende reduzir abordagens imprecisas. Para isso, o estado divulgou que pretende tornar as ações mais técnicas para evitar excessos que marcaram fiscalizações anteriores. Contudo, as regras começaram a valer imediatamente após a publicação e devem alterar rotinas de agentes e comandos operacionais.
O que mudou com a lei das Blitzes?
A norma estabeleceu que agentes de trânsito, guardas municipais e policiais militares podem atuar nas blitzes desde que cumpram todas as determinações previstas. Todos precisam usar uniforme e portar câmera corporal.
No entanto, a lei tornou o uso da câmera obrigatório porque o governo considera que isso amplia a segurança para os agentes e para os motoristas. O equipamento também permite a revisão dos procedimentos quando ocorrer alguma dúvida.
Porém, a principal mudança atingiu diretamente a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A lei proibiu que policiais militares realizem blitzes focadas exclusivamente na inspeção veicular.
O texto entregou essa atribuição ao Detran RJ que será o órgão responsável por fiscalizar itens obrigatórios e conferir regularizações de veículos. A equipe técnica do governo argumentou que essa distinção corrige sobreposições e coloca cada órgão em seu campo específico de atuação.
Além disso, o texto também proibiu blitzes em horários de pico quando não houver justificativa expressa envolvendo segurança pública. A operação só poderá ocorrer nesses horários se houver pedido com 48 horas de antecedência feito pelo órgão responsável. A lei ainda barrou autuações baseadas apenas em fotos ou vídeos. As autoridades defendem que a abordagem presencial continua essencial para garantir precisão.
Por fim, a sanção do Estatuto das Blitzes marca uma mudança que altera hábitos antigos das fiscalizações no Rio de Janeiro. O estado aposta que as novas regras vão entregar mais transparência às operações e mais segurança aos motoristas.
No entanto, a expectativa é que o modelo reduza reclamações e elimine operações vistas como pouco eficientes. O impacto real das mudanças deve aparecer ao longo de 2025 quando todas as equipes estarão adaptadas ao novo formato.
