Entenda o decreto de liquidação do Banco Central que bloqueou contas de 9 milhões de clientes de uma das maiores fintechs

O cenário das finanças digitais no Brasil enfrenta um intenso abalo neste início de 2026. Conforme muitos sabem, o Banco Central (BC) decretou, na última quarta-feira (21), a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. (Will Bank), colocando um fim imediato nas operações de uma das maiores instituições digitais do país.

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Em suma, ela somava cerca de 9 milhões de clientes e tal decisão drástica ocorreu após a instituição falhar em honrar pagamentos essenciais na cadeia de cartões de crédito, incluindo obrigações com a bandeira Mastercard, o que tornou sua situação financeira irrecuperável aos olhos do regulador.

No entanto, essa situação gerou desespero nesses usuários, os quais hoje enfrentam contas bloqueadas, salários retidos e cartões recusados.

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Mas, embora a situação de fato esteja crítica, o momento exige calma e o entendimento técnico das regras de ressarcimento, que variam conforme o tipo de saldo mantido na instituição.

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Por que o Banco Central decretou o fim do Will Bank?

De acordo com a Folha de S.Paulo, o Banco Central utiliza a liquidação como medida extrema quando identifica que uma instituição financeira não possui mais condições de se reestruturar ou de garantir a segurança dos recursos dos depositantes.

No caso do Will Bank, o BC detectou que a financeira deixou de pagar participantes da rede de cartões, o que comprometeu a liquidez do sistema.

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Mesmo porque, a intervenção visa retirar a empresa do Sistema Financeiro Nacional de forma controlada, evitando assim um contágio maior em outras instituições.

Puro suco do caos

Desde o anúncio, clientes relatam a impossibilidade de realizar transações básicas como transferências via Pix, pagamentos de boletos e saques em caixas eletrônicos.

Além disso, o aplicativo do banco, em muitos casos, exibe apenas a tela de liquidação, impedindo o acesso ao histórico de faturas e ao saldo disponível.

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Relatos indicam que até mesmo valores de salários depositados recentemente e reservas de emergência ficaram inacessíveis, gerando um estado de alerta entre os usuários.

Quem recebe e como?

Existe uma confusão comum entre o papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os recursos depositados em contas de pagamento.

Sendo assim, é crucial distinguir onde o seu dinheiro estava guardado:

1. Saldo em conta de pagamento (pré-paga):

Diferente dos bancos tradicionais, o Will Bank operava como uma financeira.

Por lei, o dinheiro mantido nessas contas deve ser depositado diariamente em uma conta específica no Banco Central.

  • Quem paga? A própria Will Bank, utilizando esses recursos segregados no BC.
  • Garantia: Não há limite de R$ 250 mil; o ressarcimento cobre o valor total depositado.
  • Procedimento: Aguardar as instruções do liquidante nomeado pelo Banco Central, que divulgará o cronograma de devolução.

2. Investimentos em CDBs ou RDBs:

Porém, se você possuía aplicações de renda fixa dentro da plataforma, a regra muda.

  • Quem paga? O Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
  • Garantia: Até R$ 250 mil por CPF.
  • Procedimento: Baixar o aplicativo do FGC e seguir as orientações para o cadastro.

MAS ATENÇÃO! O prazo médio de pagamento gira em torno de 60 dias após o levantamento dos dados pelo liquidante.

Devo pagar as dívidas que tenho com o banco Will?

Um erro comum é acreditar que a liquidação extingue as dívidas dos clientes.

Pelo contrário:

  • As faturas abertas e compras parceladas continuam válidas;
  • O não pagamento das faturas sujeita o cliente a juros de mora e à inclusão do nome em cadastros de inadimplentes (SPC/Serasa);
  • Como pagar? O liquidante assumirá a gestão da carteira de crédito. Os clientes receberão, em breve, novos meios para quitar seus débitos (como boletos emitidos pela nova administração).

Vale destacar que o portal Reclame Aqui já suspendeu a reputação do Will Bank devido à gravidade da situação e ao volume de queixas sem resposta.

Como a instituição afirmou que não se posicionará oficialmente no momento, o canal de comunicação mais seguro passa a ser o site oficial do Banco Central e as comunicações diretas assinadas pelo liquidante.

MAS ATENÇÃO!

Neste período de incerteza, criminosos podem tentar aplicar golpes fingindo ser funcionários do banco ou do FGC, solicitando taxas para “liberar” o dinheiro.

  • Jamais pague taxas antecipadas para receber seu ressarcimento;
  • Não forneça senhas ou códigos de acesso por telefone;
  • Acompanhe apenas os canais oficiais do Banco Central e do FGC.

A liquidação do Will Bank serve como um lembrete sobre a importância da diversificação bancária e o conhecimento das garantias oferecidas pelas instituições digitais no Brasil.

Mas, para saber mais informações sobre outras redes, clique aqui*.