Governo Lula apresenta os critérios e valores da nova tabela do Imposto de Renda em 2026
O governo federal sancionou a Lei nº 15.270 em 2025 e definiu mudanças relevantes no Imposto de Renda da Pessoa Física a partir de 2026. A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou a ampliação da isenção como eixo central da política tributária.
A nova regra entrou em vigor em 1 de janeiro de 2026 e passou a impactar os salários pagos a partir de fevereiro. A medida buscou corrigir parte da defasagem histórica da tabela do Imposto de Renda.

Além disso, o governo apresentou o ajuste como instrumento de justiça fiscal e recomposição da renda disponível.
A principal mudança garantiu isenção total do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 por mês. Esse valor mais que dobrou o limite anterior de isenção automática previsto na tabela progressiva tradicional.
Como resultado, milhões de trabalhadores deixaram de sofrer desconto mensal na folha de pagamento. O Ministério da Fazenda informou que a medida alcançou empregados formais, aposentados e pensionistas, desde que respeitado o limite mensal. O impacto também atingiu o 13° salário, que passou a seguir o mesmo critério de isenção.
Como ficou a isenção no Imposto de Renda em 2026?
No entanto, o governo não restringiu a mudança apenas à isenção total. A nova legislação criou um redutor progressivo para rendas mensais entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350. Nesse intervalo, o contribuinte continuou sujeito à tabela tradicional, porém com abatimento adicional no imposto devido.
Quanto mais próxima à renda ficou de R$ 5.000, maior foi o desconto aplicado. À medida que o salário se aproximou de R$ 7.350, o redutor diminuiu gradualmente até zerar.
Na prática, a tabela tradicional do Imposto de Renda permaneceu com as mesmas alíquotas.
- As faixas continuaram em 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%.
- Entretanto, os redutores passaram a suavizar o impacto do imposto para rendas médias.
- Assim, quem recebeu até R$ 5.000 pagou imposto zero.
- Quem recebeu entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 pagou menos do que pagaria antes da reforma.
- Acima desse valor, a tributação seguiu integralmente a tabela progressiva tradicional.
Além do cálculo mensal, o governo alterou a apuração anual do Imposto de Renda. Contribuintes com renda tributável anual de até R$ 60.000 ficaram totalmente isentos. Aqueles que receberam entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200 passaram a contar com redução gradual do imposto no ajuste anual.
Para rendas superiores a R$ 88.200, o redutor deixou de existir. Ainda assim, a soma dos descontos mensais reduziu o imposto devido ao longo do ano.
Detalhes
Em meio às mudanças, o Ministério da Fazenda destacou pontos centrais da nova política tributária.
- Isenção mensal para rendas de até R$ 5.000.
- Redução progressiva entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350.
- Isenção anual até R$ 60.000.
- Redução anual até R$ 88.200.
Por fim, o governo reforçou que a tabela tradicional não sofreu alteração estrutural. Ainda assim, os redutores e a ampliação da isenção reduziram o imposto pago por grande parte dos contribuintes em 2026.
A reforma marcou uma das mudanças mais amplas no Imposto de Renda em décadas. O debate sobre novos ajustes permaneceu aberto no Congresso. Enquanto isso, a nova tabela consolidou uma mudança concreta na tributação da renda no país.
