Comunicado do Serasa sobre a poupança deve ser lido por correntistas hoje (11/05)

Alerta do Serasa: Por que você deve revisar sua poupança? Entenda a diferença de rendimento que está fazendo correntistas perderem dinheiro.

11/05/2026 às 08:45 · Tempo de leitura: 9 minutos

Serasa emite alerta sobre a poupança (Foto Reprodução/Montagem/TV Foco/Lennita/Pinterest/GMN/SERASA)

Alerta do Serasa: Por que você deve revisar sua poupança agora? Entenda a diferença de rendimento que está fazendo correntistas perderem dinheiro para a inflação

E nesta segunda-feira (11) trazemos um alerta importante para quem busca fazer o dinheiro trabalhar a favor do bolso. De acordo com um comunicado do Serasa, é extremamente necessário que os correntistas revisem suas estratégias de reserva financeira, principalmente se a mesma estiver em uma poupança.

Embora a tradicional caderneta ainda seja o refúgio de milhões de brasileiros, a diferença de rendimento para outros investimentos de baixo risco atingiu patamares que não podem mais ser ignorados.

Serasa emite comunicado importante sobre a poupança (Foto: Reprodução/Internet)

O que você precisa saber sobre a poupança?

A poupança funciona sob regras rígidas do Governo Federal, atreladas à taxa Selic. Em 2026, com os juros em patamares que exigem atenção, o rendimento da caderneta muitas vezes mal empata com a inflação.

  • Regra de rendimento: Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR). Se estiver igual ou abaixo, rende apenas 70% da Selic + TR;
  • O “aniversário”: O rendimento só é creditado uma vez por mês, na data de depósito. Se você sacar o dinheiro no dia 29, perde todo o rendimento daquele mês;
  • Inflação: O maior perigo não é o saldo diminuir, mas o poder de compra derreter. Se a inflação anual for maior que o rendimento, você compra menos coisas com o mesmo valor no futuro.

Onde o dinheiro rende mais com a mesma segurança da poupança?

Muitos brasileiros permanecem na caderneta por medo de perder dinheiro, mas existem alternativas de renda fixa que oferecem maior retorno mantendo a proteção. Confira as principais diferenças:

Poupança:

  • Rentabilidade: Fixa e baixa, definida por lei;
  • Liquidez: Altíssima e imediata;
  • Segurança: Protegida pelo FGC (até R$ 250 mil por CPF/Instituição);
  • Tributação: Isenta de Imposto de Renda.

CDB (100% do CDI):

  • Rentabilidade: Geralmente maior que a caderneta, acompanhando os juros do mercado;
  • Liquidez: Frequentemente diária (permite resgate a qualquer momento);
  • Segurança: Mesma proteção via FGC;
  • Tributação: Incide Imposto de Renda sobre o lucro (tabela regressiva).

Tesouro Selic:

  • Rentabilidade: Acompanha a taxa Selic oficial do país;
  • Liquidez: Resgate em um dia útil (D+1);
  • Segurança: Máxima (garantia do Tesouro Nacional/risco soberano);
  • Tributação: Incide Imposto de Renda sobre o lucro (tabela regressiva).
CDBs rendem mais que a caderneta (Foto: Reprodução/ Internet)

O que acontece com R$ 20.000 aplicados em um ano?

Considere um cenário com a Selic em 10,5% ao ano:

  • Na Poupança: O rendimento líquido seria de aproximadamente 7,35%, resultando em R$ 21.470;
  • No CDB (100% do CDI): Mesmo com o desconto do Imposto de Renda (17,5% para este prazo), o rendimento líquido seria superior, resultando em aproximadamente R$ 21.716.

Nesta simulação simples, deixar o dinheiro no CDB renderia R$ 246 a mais do que na caderneta com o mesmo nível de segurança e facilidade de resgate.

Quando a caderneta ainda faz sentido?

Apesar de render menos, a caderneta não deve ser totalmente descartada em dois casos específicos:

  • Para quem está começando agora a guardar os primeiros valores e ainda não se sente seguro para abrir conta em corretoras ou bancos digitais;
  • Valores que serão usados em menos de 30 dias, para evitar a cobrança de IOF e IR que incidem nos primeiros dias de outras aplicações.

O que fazer para começar a investir?

Migrar da poupança para investimentos mais rentáveis pode ser um processo gradual. O Serasa recomenda:

  • Monte sua reserva de emergência: Antes de buscar riscos, tenha de 3 a 6 meses de suas despesas em um CDB de liquidez diária ou Tesouro Selic;
  • Use a tecnologia: Aplicativos como o Minhas Contas da Serasa ajudam a organizar seus boletos, liberando clareza sobre quanto sobra no mês para investir;
Aplicativo Serasa (Foto: Reprodução / Internet)
  • Cuidado com as taxas: Evite investimentos que cobram taxas de administração altas em renda fixa, pois elas podem anular a vantagem sobre a caderneta.

Mas, se você quiser saber mais sobre outros assuntos e similares, clique aqui*.

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