Copa 2026: Veja se a empresa pode obrigar você a trabalhar nos jogos da Seleção

Veja o que diz a lei sobre liberação de CLTs para torcer pela Seleção na Copa (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMM)
Com o Brasil classificado para o mata-mata, entenda o que diz a CLT sobre folgas e acordos de compensação
Com o Brasil classificado para a segunda fase da Copa do Mundo de 2026, o clima de euforia já tomou conta de todos os lugares, principalmente nos escritórios e fábricas de todo o país. Inclusive, após a vitória decisiva sobre a Escócia, que garantiu à equipe de Carlo Ancelotti a liderança doGrupo C, o torcedor já começa a se preparar para os próximos compromissos da Seleção.
E, como de costume, surge a dúvida que movimenta o departamento de recursos humanos (RH):
- Será que a empresa é obrigada a liberar o funcionário para assistir aos jogos?
Bom, para responder a essa pergunta de milhões, separamos abaixo um guia com base na lei para que você torça pelo Brasil sem riscos de tomar uma advertência ou, até mesmo, tomar um “cartão vermelho” e ser demitido em meio ao clima de festa.

O que diz a legislação trabalhista?
É importante esclarecer que, do ponto de vista legal, não existe qualquer obrigação para que a empresa libere os funcionários durante o horário das partidas.
A menos que haja um acordo específico na convenção coletiva da categoria ou uma decisão interna da própria companhia, o horário do jogo é considerado um período normal de trabalho.
Portanto, o empregador tem o direito de exigir o cumprimento integral da jornada, e o funcionário que se ausentar sem autorização prévia pode sofrer descontos no salário, advertências ou até mesmo suspensões, dependendo da política interna da empresa.
A negociação é sempre o melhor caminho
Porém, mesmo que não exista a obrigatoriedade legal, o período de Copa do Mundo é marcado pelo bom senso e pela flexibilidade. Muitas empresas têm optado por criar “acordos de compensação” ou flexibilizações que beneficiam ambas as partes:
- Acordos de compensação: É comum que o colaborador compense as horas não trabalhadas durante o jogo em outros dias da semana, ou chegando mais cedo e saindo mais tarde;
- Espaços de convivência: Algumas organizações preferem instalar televisores em áreas comuns, permitindo que a equipe acompanhe a partida enquanto mantém o funcionamento da operação;
- Regime híbrido: Para quem está em home office, a negociação costuma ser mais simples, permitindo que o profissional organize suas tarefas de modo a assistir ao jogo sem prejuízo ao cronograma de entregas.

O que o Brasil pode esperar da Seleção nos próximos jogos da Copa?
Com a liderança do Grupo C assegurada, a Seleção Brasileira agora aguarda a definição do seu adversário nas oitavas de final.
O oponente será o segundo colocado do Grupo F, que será conhecido nesta quinta-feira (25), após os confrontos entre Tunísia x Holanda e Japão x Suécia.
Considerando que os jogos da fase de mata-mata da Copa do Mundo costumam ser realizados em horários estratégicos, a recomendação é para que o trabalhador brasileiro não presuma a liberação.
O ideal é iniciar uma conversa franca com a liderança imediata o quanto antes.
O diálogo antecipado demonstra profissionalismo e evita conflitos, permitindo que a empresa se planeje para manter a produtividade, ao mesmo tempo em que permite que seus colaboradores celebrem a jornada da Seleção Brasileira em busca do hexacampeonato.
Ou seja, a empresa não é obrigada a liberar, mas o sucesso da Seleção e o engajamento das equipes costumam ser a base para acordos que tornam essa Copa um momento de união, mesmo dentro do ambiente corporativo.
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