Clientes da Uber precisam estar atento aos rumores de que a corrida pode ficar mais cara quando a batera do celular está em um nível mais baixo
Quando falamos em aplicativos de transporte para locomoção no Brasil, a Uber é um dos primeiros nomes que vem na mente. O fato é que a empresa se consolidou pela garantia de serviços rápidos e mais baratos que transportam milhares de passageiros diariamente.
Mas, uma dúvida que tem gerado muitos questionamentos para muita gente, trata-se de uma atitude simples, mas, tem trago incertezas: corrida da Uber mais cara com bateria fraca? Coincidência ou existe algo por trás disso?
Ademais, a dúvida ganhou força nas redes sociais nas últimas semanas após um vídeo do publicitário e especialista em tecnologia Thiago Salvador, viralizar no Instagram, ultrapassando 190 mil curtidas. Na gravação, ele levanta a hipótese de que aplicativos de transporte poderiam usar dados do usuário, como nível da bateria, para ajustar os preços em tempo real, prática conhecida como “precificação por vigilância”.
Corrida mais cara com bateria fraca?
Diante disso, o site TechTudo fez testes práticos e conversou tanto com o especialista como com a própria Uber. O resultado não conseguiu qualquer comprovação de uma relação direta entre bateria fraca e corrida mais cara.
Ainda de acordo com Thiago Salvador, plataformas como Uber, iFood e outras coletam uma grande quantidade de dados dos usuários. “O uso de dados para prever demanda não é ilegal. O problema começa quando isso prejudica o consumidor mais vulnerável”, explica.
Ademais, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê que decisões automatizadas que atingem o consumidor podem ser questionadas. Afinal, o usuário tem direito de saber como e por que um valor foi definido.
Ainda assim, provar que um algoritmo agiu de forma abusiva não é simples. “Estamos negociando sozinhos contra sistemas que nos conhecem melhor do que nós mesmos”, destaca o especialista.
Comunicado oficial da Uber
Procurada, a Uber mostrou-se clara diante da situação e definiu que, o nível da bateria do celular não é usado para definir o preço das corridas. Conforme a empresa, o principal fator é o preço dinâmico, que sobe quando há mais passageiros solicitando viagens que motoristas disponíveis em uma determinada região.
O aumento, afirma a plataforma, serve para atrair mais motoristas e equilibrar a oferta. O sistema leva em conta fatores como horário do dia, eventos e grandes aglomerações, trânsito e clima e oferta e demanda em áreas muito específicas da cidade.
Diante disso, não há provas concretas de que a bateria baixa encareça a corrida na Uber. Todavia, a falta de transparência total sobre os critérios usados pelos aplicativos faz com que teorias como essa sigam ganhando força.
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