"É um novelão como não se fazia há muito tempo", diz Aguinaldo Silva sobre próxima novela sua na Globo

17/01/2014 às 19:39 · Tempo de leitura: 3 minutos
O autor escreveu um texto em seu blog explicando o processo de criação da sucessora de “Em Família”

“Em Família”, de Manuel Carlos, nem estreou,  mas Aguinaldo Silva já começou a escrever a sua próxima novela para o horário das 21h da TV Globo, que tem o nome provisório de “Falso Brilhante”. Na tarde desta sexta-feira (17), Aguinaldo disse que o folhetim será um “novelão, como não se fazia há muito tempo” em um texto publicado em seu blog.

Nada como a adrenalina pra fazer a gente produzir com mais rapidez e eficiência. No caso de ‘Falso Brilhante’ já se tornou lugar comum: todos que leram a sinopse até agora fizeram o mesmo comentário: ‘É um novelão!’ Isso mesmo, é um novelão como não se fazia há muito tempo, e é o que eu quero fazer agora, porque acho que é a bola da vez. Nada de firulas. Por minhas mãos o bom, velho e sempre eficiente folhetim terá sua vez de novo. Uma trama de arrepiar os cabelos, sem medo de parecer absurda demais, capaz de, no seu desenrolar, ir até as ultimíssimas consequências: é isso que lhes prometo“, escreveu Aguinaldo.

Na sequência, disse que entregará ao público um produto de qualidade diariamente. “Mas prometo também fazer o que sempre faço: matar um leão por dia e servir ao telespectador filézinhos da fera à milanesa. Embora minhas pernas que abalaram Paris já não me pareçam tão firmes e muito menos capazes de dançar aquele can can desenfreado, minha cabeça continua em forma e – embora às voltas com o seriado e a novela – fervilhando de planos“, contou.

Aguinaldo entregará a emissora o seriado “Doctor Pri”, que já teve leitura do roteiro pelo elenco, antes da estreia de “Falso Brilhante”. “Mal terminei os 14 episódios de Doctor Pri, e após exaustivas leituras com o elenco, tive que mexer em todos eles, pois estavam enormes! É que os seriados têm apenas 35 minutos, e eu estava acostumado com os 50 das novelas, daí errei feio. Cortar e jogar fora é o pior sacrifício que um roteirista pode fazer. Mas se ele sabe fazê-lo, e se é impiedoso nos cortes, acaba por descobrir que depois deles o seu texto ficou ainda melhor. Portanto, fui impiedoso. Teve episódio em que cortei seis – seis! – páginas. Se eu fiquei com a sensação de trabalho jogado fora? Negativo, cortar e cortar é um dos meus principais divertimentos quando escrevo, sou adepto fiel da máxima segundo a qual menos é sempre mais“, afirmou.

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