Relatos colhidos pelo jornalista Ullisses Campbell em seu livro expõem táticas de manipulação, romances de conveniência e o perfil psicológico frio da detenta mais famosa do país
Revelações trazidas pelo jornalista e biógrafo Ullisses Campbell durante entrevista ao canal de Beto Ribeiro no YouTube desvendaram o comportamento de Suzane von Richthofen nos bastidores íntimos e “entre 4 paredes” de sua rotina prisional.
Segundo os relatos de fontes próximas, o beijo da condenada foi descrito como “frio, sem emoção e sem vida”.
Os dados refletem uma mente autocentrada que utiliza romances, relações de poder com professoras universitárias e alianças estratégicas não por afeto, mas como:
- Ferramentas de manipulação;
- Busca por prestígio.
A apuração detalhada joga luz sobre os recantos mais reservados da detenta, expondo:
- A dinâmica psicológica por trás de seus relacionamentos;
- O impacto de sua figura midiática dentro e fora dos muros da prisão.
O romance secreto
Ullisses Campbell aprofunda o perfil biográfico da criminosa e revela capítulos mantidos em sigilo sobre sua vida amorosa no período em que frequentou o ensino superior.
De acordo com suas análises, Suzane manteve um romance, marcado por uma dinâmica de triângulo amoroso, com um suposto presidiário da ala masculina.
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O enlace era restrito a encontros furtivos nos corredores e dependências acadêmicas, remetendo a um estilo de namoro juvenil.
Na faculdade, a presença da detenta gerava reações ambíguas.
Enquanto parte da comunidade a tratava com curiosidade mórbida, a ponto de estudantes tirarem selfies com ela, sua convivência registrava marcas evidentes:
- Pela sombra da tornozeleira eletrônica;
- Pelo estigma da condenação.
Uma estratégia de poder
Um dos pontos mais comentados envolve a descrição do comportamento íntimo de Suzane.
Testemunhas relatam que o seu beijo é surpreendentemente desprovido de calor humano.
Para os especialistas, a ausência de sentimentos não surpreende diante de seu histórico criminal, mas evidencia uma característica utilitária de seus vínculos:
“A Suzane gosta do poder. Então, relacionar-se com uma professora funciona como um mecanismo de poder, porque a presença dela naquela universidade é meio humilhante.”
Envolver-se com uma docente funcionava como um elevador de status em um ambiente em que ela era vista apenas como uma presa.
Quando a direção transferiu a professora de sala devido à repercussão do envolvimento, Suzane demonstrou incômodo não pela perda da figura humana, mas pela ausência da atenção institucional que recebia.
Chegando a frequentar as aulas como ouvinte apenas para recuperar o privilégio da centralidade.
Como é o livro “Tremembé” de Campbell?
Além de desvendar a intimidade de Suzane, o livro Tremembé funciona como um mosaico cronológico e temático sobre os maiores escândalos criminais abrigados no complexo paulista.
A obra explora histórias marcantes de outros detentos e figuras complexas:
- A “Tia do Fogo”: Detenta que assassinou o marido após anos de humilhação. Ela alimentou a expectativa de receber a visita do filho ao completar 18 anos, apenas para descobrir que o rapaz buscava assinaturas para vender a casa da família;
- Deilsa Santos: Caso emblemático de uma mulher que ocultou a morte de um recém-nascido no quintal para fugir de burocracias cartorárias, retratando a desconexão lógica comum em perfis criminosos extremos;
- O rigor com as vítimas: Assim como no livro sobre o Maníaco do Parque, Campbell adota a diretriz de devolver o protagonismo e a dignidade biográfica às vítimas, humanizando narrativas que historicamente focavam apenas na figura dos agressores.
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Autor(a):
Lennita Lee
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.



