Justiça de São Paulo decreta falência do Grupo Raiola

Nesta terça-feira (31), a Justiça de São Paulo decretou a falência do Grupo Raiola, conhecido pela produção de azeitas e conservas, após a empresa não cumprir o plano de recuperação judicial e acumular dívidas, especialmente com impostos.

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O que você saberá nesse artigo:

  • Como ocorreu a falência do Grupo Raiola
  • Dívidas acumuladas pela empresa

Quem foi o Grupo Raiola?

Fundada em 1938, por imigrantes italianos no centro de São Paulo, o Grupo Raiola tornou-se uma das empresas mais tradicionais do setor alimentício.

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A marca tornou-se amplamente conhecida pela comercialização de azeitonas e conservas, mas também atuava com azeites, tomates pelados, temperos e outros alimentos.

Azeitonas e azeite (Foto: Canva)
Azeitonas e azeite (Foto: Canva)

Pedido de recuperação judicial

De acordo com informações do portal CNN, em fevereiro de 2023, a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial para tentar reorganizar suas finanças.

Na época, o Grupo Raiola acumulava dívidas de cerca de R$ 153 milhões. O processo corria na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo, com acompanhamento de uma administradora judicial.

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No entanto, a empresa não conseguiu reorganizar suas dívidas, especialmente as tributárias.

O débito fiscal chegou a aproximadamente R$ 117 milhões, de acordo com a Procuradoria do Estado de São Paulo (PGE-SP).

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Azeite (Foto Reprodução/Canva)

Dívidas com bancos

Em 2023, grande parte da dívida da empresa era com bancos. A dívida sujeita à recuperação judicial é de R$ 62,3 milhões. Destes, R$ 43,8 milhões são dívidas para bancos, como o Daycoval (R$ 8,9 milhões), o Bradesco (R$ 5,7 milhões) e o Banco do Brasil (R$ 3,4 milhões).

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Ilustração falência (Foto: Montagem TV Foco / GMN)
Ilustração falência (Foto: Montagem TV Foco / GMN)

Justiça aprova falência da empresa

Esse teria sido o fator decisivo para o pedido de falência aceito pela Justiça. Com a decisão, a recuperação judicial foi encerrada e convertida em falência.

Na prática, isso significa que todas as cobranças contra a empresa passam a ser centralizadas em um único processo e a companhia perde o controle sobre seus bens.

Além disso, agora, começa a fase de levantamento e venda do patrimônio. Entre os ativos estão estoques e a própria marca Raiola, que já foi avaliada em cerca de R$ 98 milhões.

Esses bens devem ser leiloados para gerar recursos e pagar os credores. A lei estabelece uma ordem de prioridade para esses pagamentos:

  • Primeiro, recebem os trabalhadores
  • Depois, vêm os créditos considerados essenciais ao processo
  • Em seguida, os credores com garantias
  • Por último, os credores sem garantis específicas