Famoso por sua poupança: A falência de instituição no Brasil ao sofrer intervenção do Banco Central

Instituição famosa por sua poupança desaba em meio à intervenção do Banco Central que acelera a falência; Veja os detalhes

13/11/2025 às 23:00 · Tempo de leitura: 4 minutos

Banco Central e ilustração de falência de banco (Fotos: Aloisio Maurício / Canva)

Instituição famosa por sua poupança desaba em meio à intervenção do Banco Central que acelera a falência

O banco que um dia esteve entre os gigantes do sistema financeiro brasileiro, Banco Bamerindus do Brasil S.A., sucumbiu a uma combinação de expansão acelerada, crise de liquidez e fragilidade estrutural.

Fundado como Banco Mercantil e Industrial do Paraná S.A. em 1951 e rebatizado como Bamerindus em 1971, ele alcançou sua maior projeção nas décadas de 1970 e 1980, quando se tornou uma das principais instituições privadas do país

Banco Bamerindus já foi considerado o segundo maior privado do país (Reprodução: Internet)

Contudo, desde meados dos anos 90, os sinais de desgaste se tornaram evidentes no Bamerindus. Ele enfrentou dificuldades em rolar suas dívidas, demandou repetidos auxílios financeiros e empréstimos, inclusive junto ao Banco Central do Brasil (BCB). Por isso, em 26 de março de 1997, o BCB decretou intervenção no banco.

No entanto, a partir da intervenção, os “ativos saudáveis” da instituição, como contas-correntes, a rede de agências e marca, foram transferidos para o HSBC Bank Brasil S.A.. Os “ativos problemáticos” ficaram no que restou da massa falida do Bamerindus.

O banco foi a falência?

Em março de 1998, o BCB decretou a liquidação extrajudicial do banco, encerrando formalmente a operação. Entretanto, o processo de liquidação perdurou por muitos anos, até que em dezembro de 2014 o BCB assinou o ato que pôs fim à massa falida.

Porém, uma peça marcante da história do Bamerindus foi o jingle da “Poupança Bamerindus”. Ele dizia “O tempo passa, o tempo voa; e a ‘Poupança Bamerindus’ continua numa boa… é a ‘Poupança Bamerindus’!”. Esse jingle virou parte da memória de muitos depositantes, pois refletia a imagem de estabilidade que o banco queria transmitir.

Contudo, apesar de toda a publicidade e da confiança gerada pela campanha da poupança, muitos depositantes descobriram que a solidez da instituição não era tão robusta. A intervenção deixou claro que o banco acumulava déficits, reservas negativas e risco elevado.

Por fim, a questão da poupança assumiu papel central. A marca “Poupança Bamerindus” serviu de chamariz para clientes confiantes, mas a própria instituição não conseguiu honrar a sustentabilidade que aquela imagem prometia. Muitos depositantes puderam ver sua caderneta sob risco, e o episódio reforçou a necessidade de cautela com a solidez real dos bancos.

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