Fim dos shoppings como conhecemos: Varejistas lidam com mudanças

Os shoppings centers brasileiros estão vivendo uma transformação profunda para além das compras e mostram resultados positivos

12/05/2026 às 13:11 · Tempo de leitura: 8 minutos

Ilustração mulher em shopping (Foto: Canva)

Shoppings atingem alta no fluxo de visitas e aumentam faturamento

Os shoppings centers brasileiros estão vivendo uma transformação profunda. Depois de enfrentarem anos difíceis entre 2019 e 2023, marcados por queda no fluxo de consumidores, avanço acelerado do e-commerce e mudanças no comportamento de compras, os empreendimentos passaram a apostar em novas estratégias para sobreviver.

Agora, os empreendimentos deixam de ser apenas locais para compras e passam a atuar como polos de lazer, conveniência, serviços e experiências.

A combinação entre compras online com retirada em loja, academias, clínicas e eventos tem ajudado o setor a recuperar público e faturamento.

Nesta matéria, você saberá:

  • Shoppings enfrentaram dificuldades entre 2019 e 2023
  • Novas estratégias de varejistas para aumentar o fluxo de venda
  • Eventos e serviços atraem novos clientes

Shoppings precisaram se reinventar

A popularização das compras online reduziu o fluxo em diversas regiões do Brasil, especialmente após a pandemia da Covid-19, quando consumidores se acostumaram a comprar pela internet.

Segundo dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), houve uma retração de 6,2% no fluxo de visitas mensais entre 2019 e o final de 2023.

Com isso, os centros comerciais começaram a adaptar seus espaços e operações para tentar recuperar visitantes.

A estratégia deixou de focar apenas nas vendas tradicionais e passou a investir em experiências e praticidade.

Atualmente, é comum encontrar nos shoppings:

  • Academias
  • Clínicas médicas
  • Espaços de estética
  • Coworkings
  • Eventos temáticos
  • Atrações
  • Retiradas de compras feita online

Esse novo cenário impacta positivamente o fluxo de pessoas em centros comerciais.

Shopping (Foto: Canva)

Compra online com retirada na loja ganha força

Uma das mudanças mais importantes no setor foi a integração entre lojas físicas e digitais. O modelo conhecido como “compre online e retire na loja” se tornou uma alternativa eficiente tanto para varejistas quanto para consumidores.

Além de economizar no frete, o cliente consegue receber o produto mais rapidamente a ainda pode aproveitar a visita ao shopping para consumir em restaurantes, cinemas e outras lojas.

Essa estratégia também ajuda lojistas a utilizarem os estoques físicos de maneira mais inteligente, aproximando o ambiente digital das vendas presenciais.

Ilustrações shopping e mulher fazendo compras (Fotos: Canva)

Academias e outros serviços aumentam fluxo

Outra transformação importante envolve os serviços oferecidos dentro dos shoppings. Academias, clínicas e operações voltadas para saúde e bem-estar ganharam espaço nos últimos anos.

Segundo o novo Censo Brasileiro de Shopping Center, divulgado pela Associação Brasileira de Shopping Centers, cerca de 90% dos empreendimentos brasileiros já contam com serviços e conveniência.

Essa mudança contribuiu diretamente para o aumento do tempo de permanência dos consumidores, que chegou a 80 minutos. Esse é o maior número registrado pelo setor.

Eventos em centros comerciais

Os eventos também passaram a fazer parte da rotina de muitos empreendimentos. A ideia é transformar o local em um espaço de convivência, entretenimento e experiência, e não apenas em um centro de compras.

Setor bate recorde de faturamento em 2025

Os resultados das mudanças começam a aparecer nos números. O setor de shopping centers no Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 200 bilhões em faturamento anual.

De acordo com a Abrasce, os empreendimentos alcançaram R$ 201 bilhões em vendas em 2025, crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior.

O levantamento também aponta:

  • 658 shoppings em operação no Brasil
  • 18,3 milhões de metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL)
  • Presença em 253 cidades
  • Mais de 1 milhão de empregos diretos
  • Taxa média de ocupação de 95,4%
  • Circulação mensal de cerca de 471 milhões de pessoas

Novos shoppings devem surgir em 2026

O setor também segue otimista. A expectativa da Abresce é de que 11 empreendimentos sejam inaugurados em 2026.

Além disso, a projeção é de crescimento de 1,4% no faturamento do segmento ao longo do ano. As vendas de lojistas também apontam crescimento em 2026.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Dia das Mães deve trazem impactos positivos para o setor.

A expectativa é que as vendas cresçam em 3% em relação à data do ano passado, atingindo um montante de 3% em relação à data do ano passado, resultando em um montante de R$ 82 bilhões.

Caso o número seja concretizado, o valor representará acrescimo de R$ 2,7 bilhões em comparação ao Dia das Mães de 2025.

Empreendimentos

Por fim, o cenário mostra que os empreendimentos estão longe de desaparecer, mas deixam claro que o modelo tradicional mudou.

Atualmente, os empreendimentos apostam cada vez mais em serviços, experiências e integração digital para continuar relevantes no cotidiano dos consumidores.

Ilustração mulher em shopping (Foto: Canva)

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