Governo autoriza pagamento de até R$ 810 para famílias com idosos e define critérios para garantir o direito ao valor
O Governo do Paraná colocou em prática, em março de 2026, o programa Bolsa Cuidador Familiar. A iniciativa passou a pagar R$ 810,50 por mês a quem cuida de idosos dentro de casa.
O valor corresponde a meio salário mínimo nacional vigente em 2026. Além disso, o benefício integra uma política maior voltada ao envelhecimento com dignidade.

O programa surgiu dentro do Paraná Amigo da Pessoa Idosa, política estadual que organiza ações para atender à população idosa. O governo criou a bolsa para apoiar financeiramente famílias de baixa renda.
Muitas dessas famílias deixam o trabalho formal para cuidar de parentes. Por isso, o Estado decidiu oferecer um auxílio direto.
Atualmente, o governo executa o projeto em fase piloto. A bolsa atende moradores de 20 cidades do Paraná. Cada município recebeu 15 vagas. Assim, o Estado liberou 300 benefícios nesta primeira etapa. Entre as cidades contempladas estão Toledo, Cascavel, Londrina, Ponta Grossa e Guarapuava.
O pagamento não substitui aposentadoria ou outros auxílios. O cuidador pode continuar recebendo benefícios que já possui. No entanto, o programa exige regras claras. O governo definiu critérios sociais e econômicos para selecionar as famílias.
Quem tem direito ao pagamento?
Primeiro, o cuidador precisa ter 18 anos ou mais. Além disso, ele deve morar na mesma casa do idoso. A família precisa estar inscrita no CadÚnico. O que é o CadÚnico? O Cadastro Único para Programas Sociais é um registro que identifica famílias de baixa renda. O governo federal usa esse banco de dados para conceder benefícios sociais.
Além disso, a renda por pessoa da família precisa ser menor que 1 salário mínimo. O idoso deve apresentar dependência comprovada por avaliação técnica. Equipes da assistência social e da saúde analisam cada caso. O idoso não pode viver em asilo ou instituição de longa permanência.
O pedido começa no CRAS. O que é o CRAS? O Centro de Referência de Assistência Social é a porta de entrada dos serviços sociais no município. A família procura a unidade mais próxima. Depois, apresenta documentos pessoais, comprovantes de renda e residência. Em alguns casos, a equipe pede relatório médico.
Enquanto isso, assistentes sociais visitam a casa da família. Eles verificam se o idoso precisa realmente de cuidados contínuos. Se a equipe aprovar, o município inclui o cuidador na lista de beneficiários. Então, o governo estadual realiza o pagamento mensal.
O programa reconhece um trabalho que quase sempre fica invisível. Muitas mulheres assumem o cuidado de pais e avós. Por isso, a bolsa também enfrenta uma desigualdade histórica. Além do apoio financeiro, o Estado fortalece o cuidado dentro da própria família.
Por enquanto, o governo avalia os resultados da fase inicial. Se o modelo funcionar, o Estado poderá ampliar o programa para outras cidades. Assim, mais famílias poderão receber o benefício no futuro.
Por fim, enquanto isso, moradores dos 20 municípios contemplados podem procurar o CRAS local para iniciar o processo.
