Henry Borel retorna em carta psicografada com recado a mãe após ser assassinado quando tinha apenas 4 anos de idade e choca a todos com a mensagem

Em 2021, o país parou com o caso do menino Henry Borel. Conforme informações, ele foi assassinado em 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. As investigações apontaram 23 lesões no corpo.

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Segundo informações do G1, a perícia contastou a morte por ação violenta (ele teve hemorragia interna e laceração hepática). O padrasto, Dr. Jairinho, é acusado das agressões, e a mãe, Monique Medeiros, por omissão.

Após a sua partida ele retornou em uma carta psicografada com um recado direcionado a sua mãe. O portal R7 divulgou a mensagem e nela, Henry Borel surpreende com o que revela.

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Carta para o dia das mães

Primeiramente, o menino começa falando que recebeu uma mensagem de sua mãe, mesmo estando em outro plano:

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“Oi, mãe Monique. Consegui ler sua cartinha, não me pergunte como, no dia em que completaria 5 anos de vida, na qual a senhora contou que pretendia fazer uma festinha com tipos de doce que eu mais gostava”.

Então, disse que gostou: “Fiquei contente, embora não possa saboreá-los mais, e resolvi fazer a minha carta, endereçada para a senhora, agora que se aproxima o Dia das Mães”.

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Henry Borel relatou que sua mãe estava escrevendo muitas cartas, mas, que não entendia ao certo o propósito delas:

“Não entendi direito a motivação de tantas cartas, porque até onde sei o objetivo delas não era chegar aos correios e sim, de maneira indireta, tentar contar uma nova história, que fosse aceitável para a polícia”.

Henry Borel recordou o dia das mães

A mensagem foi divulgada para comentar exatamente o dia das mães que ocorre em maio, apenas 2 meses após a morte do menino aos 4 anos de idade:

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“De qualquer moldo, este Dia das Mães transformou-se no meu dia de reflexão. Se estivesse vivo, gostaria de abraçá-la, dar-lhe um montão de beijos e desejar felicidades”.

Além disso, ainda fez uma reflexão sobre seu tempo de vida que infelizmente foi muito pouco e citou uma curiosa história que se tornou muito famosa:

“Fico pensando em tudo que aconteceu durante minha curta vida, minhas agonias e minha morte. Lembro-me vagamente de um livro que falava de uma carta misteriosa, escrita pelo próprio Deus, endereçada a um pai que tivera a filha de seis anos, Missy, brutalmente assassinada, e a polícia não conseguia encontrar o corpo. Mackenzie Philipps, este pai, forte personagem do livro “A Cabana”, recebe a carta com um convite: dirigir-se a uma cabana numa floresta, exatamente onde tudo tinha acontecido. William Young, o autor do livro, narra então o surpreendente encontro de Deus com o pai. Um best-seller.”

O que ele disse para Jairinho?

Além disso, na mensagem o menino Henry Borel também deixou um recado para Jairinho, o acusado das agressões que culminaram a sua morte. O menino não entendeu como ele chegou a família:

“Quanto ao tio Jairinho, também não entendo porque você trocou papai por ele, mas esta é um a questão exclusivamente sua, como eu tentaria compreender”. Aliás, ele ainda pontuou:

“Mas não consegui: papai me tratava muito bem, e eu ficava feliz da vida quando estava na companhia dele, e passei a morrer de medo quando chegava a hora de voltar para casa”.

Então, fez um triste desabafo sobre as agressões que sofreu e que não era justo com ele em tão pouca idade:

“Sabe por que, mamãe? Porque o tio a toda hora entrava no meu quarto e me batia, tanto mas tanto, que eu chegava a ficar sufocado. Um menino de 4 anos, convenhamos mamãe, imagina-se amado e protegido. Soube daquela história da mamãe pelicano, capaz de arrancar carne do próprio peito para alimentar o filhote faminto. Claro que não queria que você chegasse a esse extremo, mesmo porque não era essa a necessidade. Mas eu gostaria de ter contado com a sua proteção”.

ALÉM DISSO, VEJA ESSA NOTÍCIA SOBRE O CASO HENRY BOREL